Hil Cunha destaca força da família, da escola e projeta Lagoa Vermelha no centro do tradicionalismo em 2028

Reportagem | Foto: Marcos Roberto Nepomuceno

Homenageado municipal da Semana Farroupilha participou do 2º Café Campeiro da EMEB Clóvis Pestana e ressaltou que a preservação da cultura gaúcha passa pela transmissão de valores entre as gerações

O homenageado municipal da Semana Farroupilha 2026, Hil Cunha, foi uma das personalidades homenageadas durante o 2º Café Campeiro da EMEB Clóvis Pestana, realizado nesta quinta-feira, 17 de setembro, em Lagoa Vermelha.

Ao receber a homenagem da comunidade escolar, Hil agradeceu o reconhecimento e destacou que sua relação com o tradicionalismo não nasceu da busca por distinções, mas de uma trajetória construída naturalmente a partir da família, do campo e da participação nas entidades.

“Não vou dizer que não merecia, mas a gente não trabalhou, não fez o serviço para ser homenageado. Simplesmente, a gente trabalha com o que gosta”, afirmou.

Segundo Hil, o vínculo com a cultura gaúcha veio desde cedo. Ele lembrou que integra uma família ligada ao tradicionalismo e à vida no campo e que esses costumes acabaram sendo transmitidos naturalmente ao longo dos anos.

FÁBRICA DE GAITEIROS DESPERTA MEMÓRIAS

Um dos momentos que chamou a atenção do homenageado foi a apresentação da Fábrica de Gaiteiros, que levou alguns de seus alunos ao Café Campeiro.

Hil recordou épocas em que viveu no interior e destacou a presença constante da gaita nas confraternizações das comunidades.

Ao observar os jovens tocando, disse ter lembrado de amigos de Capão Bonito e da localidade do Alecrim, onde, segundo ele, sempre havia um gaiteiro para animar as festas.

Para Hil, iniciativas como a Fábrica de Gaiteiros merecem incentivo justamente porque aproximam crianças e jovens de elementos importantes da cultura regional.

Ele também manifestou apoio ao envolvimento do poder público com o projeto, entendendo que música, cultura e tradicionalismo contribuem para a formação das novas gerações e para o fortalecimento da convivência comunitária.

ESCOLA E FAMÍLIA COMO BASE

Durante sua manifestação, Hil Cunha ressaltou várias vezes o papel das escolas na preservação da cultura gaúcha.

O homenageado lembrou que vinha participando de atividades em instituições de ensino durante a Semana Farroupilha e valorizou o trabalho de professores e equipes diretivas que abrem espaço para o tradicionalismo.

Para ele, a continuidade das tradições depende diretamente do envolvimento das crianças.

Hil também relacionou o tradicionalismo à valorização da família e à transmissão de princípios que, segundo ele, começam dentro de casa.

“É uma forma de mostrar que a família faz parte, que a educação e os valores sempre saem de dentro de casa”, observou.

ENVOLVIMENTO COM DIFERENTES ENTIDADES

Hil Cunha também lembrou sua atuação em diferentes espaços do tradicionalismo lagoense.

Citou sua participação no Piquete 35, no CTG Alexandre Pato e no Grupo Folclórico Bombacha Preta, além do envolvimento em atividades relacionadas à Chama Crioula.

Essa participação, segundo ele, não se limita aos grandes eventos do calendário tradicionalista, mas ocorre ao longo de todo o ano, por meio do trabalho voluntário e da presença nas atividades das entidades.

2028 NO HORIZONTE

Um dos principais pontos da manifestação de Hil Cunha foi a projeção para 2028, quando Lagoa Vermelha terá papel de destaque nas atividades relacionadas à geração da Chama Crioula.

Hil levou a chama para dentro da EMEB Clóvis Pestana durante o Café Campeiro justamente como forma de mostrar às crianças e à comunidade escolar o significado desse símbolo.

Segundo ele, o município já possui uma estrutura cultural importante para construir uma grande mobilização em torno daquele momento, citando o envolvimento das escolas, das entidades tradicionalistas, da Fábrica de Gaiteiros e de diferentes grupos da comunidade.

“Lagoa vai ser notícia para distribuir para o Rio Grande do Sul inteiro a centelha da chama”, afirmou.

Para Hil, o desafio até 2028 será fortalecer ainda mais esse envolvimento e fazer com que a geração da chama represente não apenas um evento tradicionalista, mas uma demonstração da capacidade de mobilização cultural de Lagoa Vermelha.

GRATIDÃO PELO RECONHECIMENTO

Ao encerrar sua manifestação, Hil agradeceu à comissão responsável pela escolha de seu nome como homenageado e à comunidade lagoense pela receptividade que tem recebido durante a Semana Farroupilha.

Disse estar vivendo os últimos dias com sentimento de gratidão pelo carinho demonstrado nas atividades das quais participou.

“Tenho sido extremamente acolhido, com um carinho imenso. Eu só tenho a agradecer e estou cada vez mais feliz”, declarou.

No 2º Café Campeiro da EMEB Clóvis Pestana, sua mensagem deixou principalmente um chamado para o futuro: preservar o tradicionalismo exige participação, envolvimento familiar e, sobretudo, a aproximação das crianças com a história e os costumes que receberam das gerações anteriores.

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