O emprego de cães de trabalho tem se consolidado como uma ferramenta estratégica no reforço da segurança no sistema prisional do Rio Grande do Sul. No primeiro trimestre de 2026, a Polícia Penal do RS contabilizou 94 operações com a participação de canis regionais, número que já supera todo o ano de 2025, quando foram registradas 93 ações.
ATUAÇÃO NAS REGIÕES
Entre janeiro e março deste ano, os canis atuaram de forma intensiva em diferentes regiões do Estado:
- 7ª Região Penitenciária: 7 operações e 12 intervenções com o Grupo de Intervenção Rápida (GIR)
- 8ª Região Penitenciária: 43 operações, incluindo apoio ao Exército, Brigada Militar do RS, Polícia Civil do RS e Guarda Municipal de Novo Hamburgo
- 9ª Região Penitenciária: 32 procedimentos operacionais, com inspeções, operações policiais e intervenções prisionais
FERRAMENTA ESTRATÉGICA
De acordo com o coordenador do Grupo de Operações com Cães, Anderson Cardoso, o crescimento das operações demonstra a confiança no trabalho desenvolvido.
“O aumento reflete a qualificação constante dos condutores e a efetividade dos cães na prevenção de ilícitos e no reforço da segurança nas unidades prisionais”, destacou.
ESTRUTURA E ESPECIALIZAÇÃO
Atualmente, a Polícia Penal conta com:
- 26 cães operacionais
- 13 policiais penais especializados em cinotecnia
- 7 canis regionais, distribuídos entre diferentes regiões penitenciárias
Além disso, há unidades específicas na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas e no Presídio Estadual de Erechim.
SEGURANÇA E PREVENÇÃO
A atuação dos cães tem contribuído diretamente para a detecção de ilícitos, apoio em operações e manutenção da ordem nas unidades prisionais, consolidando-se como um recurso essencial dentro das estratégias de segurança pública do Estado.





