O número de consumidores inadimplentes no Rio Grande do Sul apresentou estabilidade em maio na comparação com abril, mas continua em trajetória de crescimento quando analisado o período de um ano. Os dados são do levantamento mensal do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Na comparação com o mês anterior, o volume de inadimplentes registrou variação de apenas 0,16% no Estado, índice inferior ao observado na Região Sul (0,42%) e na média nacional (0,44%). O número de dívidas por consumidor também apresentou pequena oscilação, com crescimento de apenas 0,04%.
Apesar da estabilidade mensal, o cenário preocupa quando analisado em um período mais amplo. Em relação a maio de 2025, o Rio Grande do Sul registrou aumento de 9,55% no número de consumidores com restrições de crédito.
Outro dado que chama atenção é o valor médio das dívidas. Em maio, cada inadimplente gaúcho acumulava, em média, R$ 5.551,27 em débitos, valor superior aos R$ 5.489,71 registrados em abril.
Além disso, quem conseguiu quitar suas pendências desembolsou menos recursos. O valor médio pago pelos consumidores que regularizaram suas dívidas foi de R$ 2.638,58, abaixo dos R$ 2.693,86 observados no mês anterior.
O levantamento aponta ainda que 87,57% dos inadimplentes são reincidentes, ou seja, já possuíam histórico recente de negativação ou retornaram aos cadastros de inadimplência nos últimos 12 meses. A reincidência cresceu 13,95% na comparação com maio do ano passado.
Também houve aumento de 18,69% no número de dívidas acumuladas por consumidor inadimplente em relação ao mesmo período de 2025.
Quanto ao tempo de endividamento, 34,72% dos consumidores negativados possuem débitos entre um e três anos. Já as dívidas mais antigas, entre quatro e cinco anos, apresentam maior dificuldade de recuperação, com queda de 27,44% nos índices de regularização em comparação com maio do ano passado.
Embora a recuperação de crédito continue em patamar negativo, os dados indicam uma desaceleração na perda de capacidade de pagamento. Em 12 meses, o volume de quitações caiu 7,82%, percentual melhor do que o registrado em abril, quando a retração foi de 12,66%.
Os números reforçam os desafios enfrentados pelas famílias gaúchas diante do cenário econômico, marcado pelo aumento do endividamento e pela dificuldade de recuperação financeira.





