Reportagem | Foto: Marcos Roberto Nepomuceno
Coordenador-geral ressaltou as 520 composições inscritas no festival e afirmou que a etapa local foi criada para valorizar músicos, compositores e intérpretes de Lagoa Vermelha
O retorno da Lagoa da Canção Nativista ganhou mais um capítulo importante na manhã desta sexta-feira, 18 de setembro. Durante o Café Campeiro realizado na sede da OAB Subseção Lagoa Vermelha, o coordenador-geral do festival, Gláucio Lemos Vieira, anunciou oficialmente as dez composições classificadas para a fase local, além de duas suplentes.
Antes de apresentar a relação, Gláucio destacou a dimensão alcançada pela retomada do evento, que volta a ser realizado depois de 33 anos.
“O festival já está acontecendo”, afirmou, ao lembrar que foram recebidas 520 composições.
Deste total, 16 trabalhos foram inscritos na fase local, número que tornou necessária a realização de uma triagem para definir as dez músicas que subirão ao palco.
VALORIZAÇÃO DOS TALENTOS LOCAIS
Gláucio ressaltou que a realização de uma fase específica para Lagoa Vermelha foi considerada fundamental pela organização.
Segundo ele, o município possui músicos, compositores e intérpretes ligados a CTGs, grupos de arte nativa, escolas de música e diferentes espaços culturais que precisavam novamente de uma oportunidade para mostrar seus trabalhos.
“A nossa terra é um manancial de talentos espalhados pelos grupos de arte nativa, pelos CTGs e também pelas escolas de música. Essas pessoas precisavam de um palco, e o palco é o Festival Lagoa da Canção”, destacou.
O coordenador também agradeceu ao prefeito Eloir Morona pelo empenho na retomada do festival, assim como às demais pessoas, entidades e veículos de comunicação envolvidos no projeto.
CLASSIFICADAS DA FASE LOCAL
As dez composições anunciadas foram:
1º – Eu Sempre Serei “Rico”
Estilo: Chamarra
Letra: Jair Rodrigues de Oliveira
Melodia: Erik Fialho
2º – Inverno Serra e Serrano
Estilo: Milonga
Letra: Talisson Nataniel Vigo Vieira e Gustavo Netto
Melodia: Gustavo Netto
3º – Santo Sem Santidade
Estilo: Milonga
Letra e melodia: Talisson Nataniel Vigo Vieira
4º – O Longe é Perto
Estilo: Chamarra
Letra: Mario Henrique de Almeida (Maíti) e Juliano Giogo
Melodia: Mario Henrique de Almeida (Maíti) e Vinícius Bianchini
5º – No Silêncio das Manhãs
Estilo: Milonga
Letra: João Tadeu Soares da Silva
Melodia: Gabriel Gariba
6º – Onde Mora a Saudade
Estilo: Chamamé
Letra e melodia: Erik Fialho
7º – Memórias Cravadas no Chão
Estilo: Chacarera
Letra: Lauro Teodoro e Bety Novakoski
Melodia: Edu Novakoski e Guilherme Bragagnolo
8º – Bailes da Bodeguinha
Estilo: Vaneirão
Letra: João Tadeu Soares da Silva
Melodia: Edivânio Fabrício Belmude Vieira (Vani Vieira)
9º – Cemitério de Emergência
Estilo: Milonga Arrabalera
Letra: Uilson Ronaldo Ferreira
Melodia: Carlos Ariel Debona
10º – Por Capricho e Precisão
Estilo: Milonga
Letra: Alessandro Muliterno
Melodia: Vinícius Bianchini e Giovani Trein
SUPLENTES
1ª – Canção para Lagoa
Estilo: Chamamé
Letra e melodia: Larissa Nunes de Carvalho
2ª – Traje de Gala
Estilo: Chamamé
Letra: Eduardo Pozer e João Pantaleão
Melodia: Eduardo Pozer
REGRAS PARA A FASE LOCAL
Gláucio também chamou a atenção para as exigências previstas no regulamento. As composições classificadas deverão comprovar que pelo menos um dos autores da letra ou da melodia nasceu ou reside em Lagoa Vermelha.
Outra regra determina que, na apresentação da fase local, pelo menos 50% dos músicos que subirem ao palco sejam nascidos ou residentes no município.
O coordenador explicou que a medida busca assegurar que a etapa cumpra efetivamente seu objetivo de valorizar os artistas de Lagoa Vermelha, mesmo diante das diversas parcerias existentes entre compositores locais e músicos de outras cidades.
A 4ª Lagoa da Canção Nativista será realizada nos dias 5, 6 e 7 de novembro. Depois de mais de três décadas de ausência, o festival retorna com uma expressiva participação de compositores e com a proposta de recolocar Lagoa Vermelha no circuito da música nativista.





