ENCONTROS NO GABINETE DO PREFEITO TRATARAM DOS DESDOBRAMENTOS ENVOLVENDO O HOSPITAL SÃO PAULO, O SERVIDOR MUNICIPAL E A ATUAÇÃO DAS BANCADAS NO LEGISLATIVO
Os desdobramentos envolvendo o Hospital São Paulo e a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) motivaram uma série de reuniões realizadas no Centro Administrativo Municipal de Lagoa Vermelha.
Na quarta-feira, 16 de julho, uma importante reunião ocorreu no gabinete do prefeito Eloir Morona, reunindo os presidentes dos partidos que integram a base governista: Rafael Borges (Podemos), Alvicio José Teles (PL) e Gustavo Bonotto (Progressistas), além dos vereadores das respectivas bancadas.
O encontro teve como principal pauta a situação envolvendo o Hospital São Paulo, especialmente os fatos relacionados ao servidor público municipal que estava cedido à Fundação Araucária e que também mantinha contrato de prestação de serviços com a instituição hospitalar.
Durante a reunião, também participou, por um breve período, o servidor envolvido no caso.
Conforme já divulgado pela NG Revista, a Administração Municipal revogou a portaria de cedência do servidor, que retorna às suas funções junto à Secretaria Municipal da Saúde. Paralelamente, segundo informações confirmadas pelo diretor-superintendente do Hospital São Paulo, Sérgio Lunardi, o contrato de prestação de serviços mantido entre o servidor e a instituição, no valor de R$ 15 mil mensais, foi rescindido.
Outro assunto amplamente debatido foi a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta para apurar fatos relacionados ao Hospital São Paulo.
Ao final das discussões, ficou consolidado o apoio de vereadores do PL e do Progressistas ao pedido de instalação da CPI, que já havia sido apresentado pelas bancadas do PDT e do PT e, posteriormente, recebeu a adesão do Podemos. Com isso, o movimento pela investigação passou a contar também com parlamentares de partidos que integram a base de sustentação do governo municipal.
NOVA REUNIÃO COM O SECRETARIADO
Já na quinta-feira, 17 de julho, uma nova reunião foi realizada no gabinete do prefeito Eloir Morona, desta vez com a participação do secretariado municipal.
Segundo informações obtidas pela NG Revista junto a participantes do encontro, a situação envolvendo o Hospital São Paulo, a sindicância instaurada para apurar a atuação do servidor e a possível instalação da CPI voltaram a ser debatidas.
Ainda conforme as informações, a orientação transmitida pelo Executivo foi para que todas as secretarias mantenham o ritmo normal de trabalho, preservando o andamento das ações administrativas e dos projetos em execução.
A avaliação apresentada durante a reunião é de que os desdobramentos políticos e administrativos relacionados ao Hospital São Paulo não devem interferir na continuidade da gestão municipal, mantendo o foco nas obras, programas e demais ações desenvolvidas pela Administração.
Nos bastidores, a compreensão é de que a apuração dos fatos deverá ocorrer com transparência e dentro dos trâmites legais, enquanto o governo busca preservar a normalidade administrativa e evitar que o episódio comprometa o funcionamento dos serviços públicos prestados à população.
A sequência de reuniões demonstra a mobilização da base governista diante dos fatos que marcaram a semana. Enquanto a Câmara de Vereadores se prepara para analisar o pedido de instalação da CPI, o Executivo mantém a condução da sindicância administrativa instaurada para apurar a atuação do servidor municipal, reafirmando o compromisso de colaborar com todos os procedimentos de investigação e de assegurar que a administração municipal continue desenvolvendo normalmente suas atividades em benefício da população de Lagoa Vermelha.





