Seminário estadual debate impactos dos agrotóxicos na saúde e no meio ambiente no RS

Teve início nesta terça-feira (9), em Porto Alegre, o 3º Seminário Estadual de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos (Vspea), reunindo profissionais da saúde, pesquisadores, gestores públicos, representantes ambientais e integrantes da sociedade civil para discutir os impactos dos agrotóxicos na saúde humana e no meio ambiente.

Promovido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES), por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) e do Comitê Estadual Vspea, o evento segue até quarta-feira (10) na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa), com o tema “Cuidar dos territórios é proteger a vida – vigilância em saúde frente aos desafios ambientais, produtivos e climáticos”.

A programação conta com palestras, painéis temáticos e debates voltados à construção de estratégias para fortalecer a vigilância em saúde das populações expostas aos agrotóxicos, além de ampliar a integração entre diferentes setores e qualificar políticas públicas voltadas à proteção da saúde e do meio ambiente.

Durante o seminário, especialistas também destacam a agroecologia e outras práticas sustentáveis como alternativas importantes para reduzir impactos ambientais e contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas.

Um dos principais objetivos do encontro é fortalecer a implantação dos comitês regionais de Vigilância em Saúde das Populações Expostas a Agrotóxicos em todas as coordenadorias regionais de saúde do Rio Grande do Sul, descentralizando ações e ampliando a capacidade de monitoramento nos municípios.

Segundo a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Cevs, Roberta Vanacôr, os agrotóxicos representam um dos grandes desafios atuais para a saúde pública.

“Fortalecer a vigilância, ampliar a notificação dos casos e atuar nos territórios mais vulneráveis são medidas essenciais para proteger trabalhadores rurais, comunidades expostas e o meio ambiente”, ressaltou.

Os participantes também destacaram que os efeitos da exposição aos agrotóxicos variam de acordo com as características de cada região, reforçando a necessidade de políticas públicas regionalizadas e alinhadas às diferentes realidades do Estado.

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