Especialista ficará responsável pela elaboração das propostas da candidata ao Governo do RS para a área, com foco em dados, prevenção, integração e combate à violência contra as mulheres
A candidata ao Governo do Rio Grande do Sul Juliana Brizola (PDT) escolheu Alberto Kopittke para coordenar a elaboração de seu plano de governo na área da segurança pública. Diretor executivo do Instituto Cidade Segura, ele atua na formulação de políticas de segurança baseadas em evidências e, desde 2018, participa da construção da estratégia implementada em Niterói, no Rio de Janeiro.
Segundo a campanha, a escolha foi feita pessoalmente por Juliana e está alinhada ao modelo que a candidata pretende defender para o Rio Grande do Sul, baseado em planejamento, utilização de dados, integração entre as forças policiais, prevenção social e atuação nos territórios considerados mais vulneráveis.
“Quero uma segurança pública que tenha método, planejamento e capacidade de apresentar resultados concretos. O Alberto representa essa visão: enfrentar a violência com inteligência, integração e avaliação permanente, protegendo de verdade quem mais precisa”, afirma Juliana.
EXPERIÊNCIA EM NITERÓI
A experiência desenvolvida em Niterói é apontada pela candidatura como uma das referências para a construção das propostas.
Conforme dados apresentados pela equipe responsável pelo programa, desde 2018 o município fluminense teria reduzido as mortes violentas em quase 70% e os roubos em mais de 80%. Atualmente, ainda segundo esses dados, Niterói registra aproximadamente metade da violência letal observada na cidade do Rio de Janeiro.
Outro indicador destacado é o enfrentamento à violência contra as mulheres. Niterói chegou à marca de 17 meses consecutivos sem registro de feminicídio, conforme as informações divulgadas pela campanha.
RS MULHER SEGURA
A experiência de Kopittke também está sendo incorporada ao RS Mulher Segura, conjunto de propostas apresentado por Juliana Brizola para o enfrentamento à violência contra as mulheres.
A proposta parte da prevenção, buscando identificar situações de maior risco antes que ocorram casos de violência extrema ou feminicídio.
Entre as medidas previstas está a integração das áreas de Segurança Pública, Saúde e Assistência Social em um sistema permanente de prevenção, proteção e acompanhamento das mulheres em situação de violência.
O programa propõe ainda a implantação de um protocolo estadual de avaliação de risco, inspirado em experiências internacionais como o modelo espanhol VioGén. A partir de critérios previamente estabelecidos, os casos seriam classificados em diferentes níveis de risco, permitindo direcionar as medidas de proteção conforme cada situação.
Também estão entre as propostas o monitoramento de agressores, fiscalização das medidas protetivas, retirada de armas em situações consideradas de risco, acompanhamento psicológico das vítimas, fortalecimento da rede de acolhimento e políticas destinadas à autonomia financeira das mulheres.
“A proteção das nossas mulheres será coordenada pelo gabinete da governadora. Não podemos mais esperar uma mulher ser assassinada para o Estado agir. Precisamos identificar o risco antes, acompanhar cada caso e garantir que nenhuma mulher fique sozinha depois de pedir ajuda”, afirma Juliana.
PLANO SEGUE EM CONSTRUÇÃO
Juliana Brizola defende que a utilização de dados e evidências também esteja presente nas demais políticas estaduais de segurança pública.
“Não podemos tratar a segurança pública com improviso nem repetir medidas que já demonstraram não funcionar. Vamos reunir especialistas, profissionais das forças de segurança e representantes da sociedade para construir soluções adequadas à realidade do Rio Grande do Sul”, declarou.
Sob a coordenação de Alberto Kopittke, o plano deverá continuar sendo elaborado com a participação de especialistas, integrantes das forças de segurança e representantes de diferentes setores da sociedade.
Segundo a candidatura, a proposta buscará combinar repressão qualificada ao crime, prevenção da violência, valorização dos profissionais da segurança e acompanhamento permanente dos resultados das políticas implementadas.





