Governo do Estado amplia ações de combate à violência contra a mulher com instalação de bancos vermelhos

O governo do Rio Grande do Sul segue ampliando ações de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher através de iniciativas desenvolvidas no sistema prisional gaúcho. Uma das principais ações é a instalação dos chamados “bancos vermelhos”, símbolo internacional de combate ao feminicídio e à violência de gênero.

Coordenado pela Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo do Rio Grande do Sul e pela Polícia Penal, o projeto envolve a confecção dos bancos por apenados condenados por crimes relacionados à violência doméstica. Desde outubro de 2025, ao menos 15 assentos já foram produzidos e instalados em diferentes espaços públicos do Estado.

A mais recente entrega ocorreu nesta terça-feira (12), quando bancos confeccionados por detentos da Penitenciária Modulada Estadual de Ijuí foram doados à Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul para instalação no Hospital Psiquiátrico São Pedro e no Hospital Sanatório Partenon.

Os bancos trazem mensagens de conscientização e informações de emergência, incluindo contatos para denúncia e apoio às vítimas, como os números 180, 181 e 190. A proposta é transformar espaços públicos em pontos permanentes de reflexão sobre feminicídio e violência contra a mulher.

Segundo o secretário da SSPS, Cesar Kurtz, a iniciativa integra um conjunto de políticas de responsabilização e reeducação de homens envolvidos em episódios de violência de gênero.

A secretária da Mulher, Ana Costa, destacou o caráter simbólico da ação e a importância de ampliar o debate sobre proteção às mulheres e prevenção da violência.

O projeto também integra o programa “Mãos que Reconstroem”, que alia trabalho prisional, remição de pena e reflexão sobre violência doméstica. Atualmente, cerca de 13,1% da população carcerária gaúcha possui histórico relacionado à violência doméstica, representando mais de 6,7 mil apenados.

Além da produção dos bancos vermelhos, o sistema prisional gaúcho desenvolve grupos reflexivos de gênero, atendimentos individualizados e projetos de pesquisa voltados à prevenção da reincidência e à reeducação de autores de violência contra mulheres.

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