Reportagem: Marcos Nepomuceno | Foto: Ronaldo Gerevini
Prefeito encerrou as manifestações antes do Desfile de 7 de Setembro e afirmou que cidadania também passa pela valorização de quem produz, gera empregos e presta serviços à comunidade
O prefeito Eloir Morona encerrou as manifestações oficiais que antecederam o Desfile Cívico de 7 de Setembro, realizado nesta segunda-feira na Avenida Afonso Pena, em Lagoa Vermelha, com uma mensagem voltada aos desafios do presente.
Ao abordar o significado da Independência, Morona defendeu que a data não deve ficar restrita à lembrança histórica. Para ele, o “grito de independência” precisa ser traduzido em cidadania, educação, segurança, valorização do trabalho e melhores condições para quem produz e gera oportunidades.
Diante do público que acompanhava a programação, o prefeito também agradeceu a presença da comunidade, que enfrentou a manhã fria para prestigiar o encerramento da Semana da Pátria 2026.
“QUEREMOS SER O PAÍS DO PRESENTE”
Um dos pontos centrais da manifestação surgiu quando Morona recordou uma frase repetida ao longo de gerações: “O Brasil é o país do futuro”.
O prefeito apresentou outra perspectiva.
“Nós queremos ser o país do presente”, afirmou.
A partir dessa colocação, defendeu que as crianças precisam ter acesso a uma boa educação, que as instituições de segurança necessitam de estrutura adequada e que os setores responsáveis pela produção de alimentos, riqueza e empregos devem ser respeitados e valorizados.
Para Morona, essas condições também fazem parte de uma independência que precisa ser sentida na vida cotidiana da população.
SEGURANÇA PRECISA DE APOIO E ESTRUTURA
Ao lembrar que a Polícia Civil foi o tema estadual da Semana da Pátria pelos seus 185 anos, o prefeito chamou atenção para a importância do apoio às instituições responsáveis pela segurança pública.
Segundo Morona, policiais colocam diariamente suas vidas em risco para garantir tranquilidade à população, mas precisam contar com efetivo, equipamentos e condições adequadas para desempenhar suas funções.
O prefeito ressaltou que a segurança oferecida à sociedade depende também da capacidade do poder público e da comunidade de fortalecer essas instituições.
SITUAÇÃO DE QUEM PRODUZ ENTRA NO DISCURSO
O tema municipal “Das Raízes ao Futuro: a força da economia lagoense” também teve espaço expressivo em sua manifestação.
Morona considerou o momento delicado para a economia e defendeu maior reconhecimento às pessoas responsáveis pela produção, geração de renda e criação de empregos.
Ao falar especialmente do meio rural, chamou atenção para produtores que enfrentam dificuldades financeiras e endividamento.
Para o prefeito, não basta falar em independência enquanto quem trabalha no campo encontra obstáculos para manter sua atividade.
A mesma preocupação foi estendida às indústrias, ao comércio e aos prestadores de serviços.
“TODA PROFISSÃO É DIGNA DE RESPEITO”
Na parte final do pronunciamento, Morona ampliou a mensagem para o conjunto dos trabalhadores.
Defendeu a valorização das diferentes profissões e afirmou que nenhuma atividade deve ser considerada menos importante dentro da sociedade.
“Do médico ao gari”, exemplificou.
A manifestação reforçou a linha adotada pela programação municipal durante a Semana da Pátria: relacionar civismo não apenas a símbolos e solenidades, mas ao funcionamento da comunidade, ao trabalho e à responsabilidade coletiva.
DESFILE COMO “CHAVE DE OURO”
Morona classificou o Desfile de 7 de Setembro como a “chave de ouro” da Semana da Pátria 2026.
Depois das manifestações oficiais, forças de segurança, entidades, instituições, grupos sociais, esportivos, culturais e representantes de diferentes setores da economia seguiram pela Avenida Afonso Pena.
Para o prefeito, o encerramento deixou uma mensagem que ultrapassa a celebração histórica da Independência: construir um país melhor exige enfrentar os problemas do presente e reconhecer o papel das pessoas que educam, protegem, trabalham, produzem e geram oportunidades.





