Projeto de lei propõe regras para descarte correto de óleo de cozinha no RS

Está em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul o projeto de lei nº 308/2024, de autoria do deputado Vilmar Zanchin (MDB), que estabelece diretrizes para a destinação adequada de óleos vegetais e animais utilizados na culinária.

A proposta determina que o material descartado seja encaminhado a locais credenciados e devidamente licenciados pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), garantindo controle ambiental e segurança no processo.

 

MEDIDA BUSCA REDUZIR IMPACTOS AMBIENTAIS

O projeto tem como objetivo instituir um regulamento técnico capaz de minimizar os impactos causados pelo descarte irregular do óleo de cozinha. A iniciativa segue modelos já adotados em outros estados e reforça a importância do reaproveitamento desses resíduos.

Segundo o parlamentar, a medida é essencial para proteger o meio ambiente e os recursos hídricos do Estado.

“Nos rios, o óleo cria uma película superficial que impede a penetração dos raios solares e reduz o oxigênio dissolvido na água. Esse processo compromete todo o ecossistema e provoca a morte da vida aquática”, alertou Zanchin.

 

PROBLEMAS NO ESGOTO E NA ÁGUA

Além dos prejuízos ambientais, o descarte inadequado do óleo também gera impactos diretos na infraestrutura urbana. O material pode causar entupimentos nas redes de esgoto, elevando custos de manutenção e tratamento da água.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal apontam que o consumo médio no Brasil é de cerca de 19 litros de óleo por pessoa ao ano, porém apenas 10% desse volume tem destinação correta.

 

SUSTENTABILIDADE E REAPROVEITAMENTO

O projeto também destaca o potencial econômico do reaproveitamento do óleo usado, que pode ser transformado em produtos como biodiesel.

Para o deputado, a iniciativa representa não apenas uma ação ambiental, mas também uma estratégia para promover sustentabilidade e saúde pública.

A proposta segue em análise na Assembleia Legislativa e, se aprovada, deverá estabelecer novas regras para o descarte consciente em todo o Rio Grande do Sul.

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