Polícia Penal amplia escoltas e reforça segurança no RS

A atuação da Polícia Penal do Rio Grande do Sul segue em expansão e com números expressivos. Em 2025, foram realizadas 80.626 escoltas de pessoas privadas de liberdade, representando um aumento de 5,5% em relação ao ano anterior. As operações envolvem transferências entre unidades, atendimentos de saúde, audiências judiciais, júris, instalação de tornozeleiras eletrônicas e deslocamentos interestaduais.

Somente a Divisão de Segurança e Escolta (DSE) percorreu mais de 1,2 milhão de quilômetros ao longo do ano, evidenciando a dimensão logística e operacional dessas atividades, consideradas entre as mais complexas do sistema prisional.

ATUAÇÃO TÉCNICA E ORGANIZAÇÃO OPERACIONAL

As escoltas exigem planejamento rigoroso e protocolos específicos. A maioria das movimentações — cerca de 83% — ocorre dentro do próprio Estado, especialmente para atendimentos médicos e compromissos judiciais, sendo executadas pelas equipes das unidades prisionais.

Já as operações de maior complexidade ficam sob responsabilidade da DSE, vinculada ao Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP). Essas incluem transferências entre presídios, audiências fora do município, recambiamentos interestaduais e escoltas classificadas como de risco elevado.

RECAMBIAMENTOS E DESLOCAMENTOS INTERESTADUAIS

Em 2025, foram registradas 418 operações de recambiamento, sendo 238 para trazer custodiados ao Estado e 180 para transferências a outras unidades da federação. Os destinos mais frequentes foram Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Além disso, a Polícia Penal também realizou 47 escoltas aéreas, especialmente para estados mais distantes, como Amapá, Pará e Rondônia, ampliando a capacidade de atuação em nível nacional.

INVESTIMENTOS E AMPLIAÇÃO DA FROTA

O fortalecimento da Polícia Penal passa também pela modernização da estrutura. Um dos destaques é a renovação da frota de viaturas-cela, fundamentais para o transporte seguro de custodiados.

Em 2019, o Estado contava com cerca de 130 veículos. Já em 2026, esse número ultrapassa 250 viaturas-cela em operação, resultado de investimentos contínuos do governo estadual.

Segundo o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, os avanços refletem diretamente na segurança pública:
“Os investimentos robustos na rede prisional, nos equipamentos e no efetivo estão sendo revertidos em mais segurança para a sociedade.”

OPERAÇÕES DE RISCO E CAPACITAÇÃO

A atuação da Polícia Penal é orientada por critérios técnicos definidos pelos setores de inteligência. Em 2025, foram realizadas 240 escoltas de risco e 48 de alto risco, exigindo preparo especializado das equipes.

Para isso, os servidores passam por treinamentos específicos, como o Curso de Escolta Profissional de Alto Risco (Cepar), promovido pela Academia da Polícia Penal. A formação inclui técnicas de direção tática, formação de comboios, embarque e desembarque e procedimentos de segurança em situações críticas.

O superintendente Sergio Dalcol destaca que a evolução da instituição passa pela qualificação contínua:
“A movimentação de custodiados exige técnica, inteligência e integração. A capacitação permanente é essencial para garantir eficiência e segurança.”

RESULTADOS E CONSOLIDAÇÃO DA POLÍCIA PENAL

Os dados reforçam o crescimento e a profissionalização da Polícia Penal no Rio Grande do Sul. Com investimentos em estrutura, ampliação de efetivo e qualificação constante, a instituição consolida seu papel estratégico dentro da segurança pública.

O diretor do DSEP, Anderson Prochnow, ressalta a importância do trabalho desenvolvido:
“Os servidores prestam um serviço essencial, muitas vezes atuando além das fronteiras do Estado, garantindo a ordem e a segurança da sociedade.”

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