Em coletiva de imprensa realizada na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), nesta quarta-feira (9/6), a Polícia Civil confirmou a prisão de cinco suspeitos de terem participado da fuga de um detento da UPA de Caxias do Sul, na Serra. As prisões são resultado de operação integrada entre as forças de segurança do Estado.

Na segunda-feira (7/6), três criminosos invadiram a unidade de pronto atendimento vestidos como policiais civis e efetuaram disparos de arma de fogo contra os agentes penitenciários que monitoravam o detento. O agente Clóvis Antônio Roman, 54 anos, foi morto e outras três pessoas ficaram feridas. Conforme a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, as investigações acerca do paradeiro dos criminosos foram iniciadas ainda na noite de segunda.

O detento resgatado, que havia sido localizado pela Polícia Civil em um apartamento no centro da capital, foi encontrado morto pelos agentes na manhã desta quarta (9). Conforme um de seus comparsas – que estava no apartamento no momento da ação e também foi preso –, o foragido não queria voltar para a prisão. O homem teria se matado em um dos cômodos ao perceber a entrada da Polícia.

No apartamento foi encontrada a arma usada para matar Roman. Os outros presos foram localizados no bairro Santa Cecília, na capital, e na cidade de Portão, na Grande Porto Alegre. Também foi identificado e preso o detento que organizou o resgate de dentro da Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, no Apanhador. A esposa do detento resgatado, que pagou pelo apartamento onde a Polícia localizou o foragido, foi presa na cidade de Três Cachoeiras. Uma pessoa ainda está foragida.

Durante a coletiva de imprensa, o vice-governador e secretário de Segurança Pública, delegado Ranolfo Vieira Júnior, se solidarizou com a família do agente penitenciário morto e com os demais servidores da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). “Esse fato é um atentado contra o Estado, contra a sociedade gaúcha”, afirmou. Ranolfo destacou, ainda, o êxito da ação que reuniu todas as forças de segurança do Estado e deu prioridade máxima ao caso. “Não vamos admitir situações dessa natureza, e caso ocorram terão tratamento imediato por parte das forças de segurança pública do estado”, afirmou.

O secretário da Administração Penitenciária, Mauro Hauschild, enalteceu a rápida resposta dada à sociedade, e, principalmente, uma resposta à família e aos servidores da Susepe. “Foram 18 horas de operação de revista feita pelos servidores penitenciários no Presídio Regional de Caxias do Sul e na Penitenciária Estadual de Caxias do Sul, buscando informações para contribuir nas investigações da Polícia Civil e no trabalho da Brigada Militar. Trabalhamos forte na busca de dados”, ressaltou.

Na avaliação da chefe de Polícia, delegada Nadine, “o trabalho integrado das forças de segurança foi realizado com absoluta excelência, e as investigações prosseguirão a fim de levar todos os envolvidos à Justiça,” destacou.

Foto: Carlos Vogt / Polícia Civil

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