Prevenção, proximidade e proteção são os eixos que norteiam as ações da segurança pública no Carnaval 2026 no Rio Grande do Sul. Com planejamento integrado, campanhas educativas e reforço do policiamento, as forças de segurança atuam para garantir um período de festas mais seguro, com atenção especial a grupos vulneráveis, como mulheres e crianças.
PROTEÇÃO AOS GRUPOS VULNERÁVEIS
Desde o início de fevereiro, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), executa a Operação Carnaval Seguro. A iniciativa intensifica ações preventivas e repressivas contra a violência doméstica, familiar e de gênero, assegurando acolhimento e resposta rápida durante todo o período festivo.
As Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) ampliaram o atendimento ao longo do mês, com mais diligências, prisões, orientações e ações integradas à rede de proteção. A operação segue até o encerramento das festividades, em 18 de fevereiro.
45 AGRESSORES PRESOS
O diretor do DPGV, Juliano Ferreira, informou que 45 agressores foram presos até a tarde de quinta-feira (12). Segundo ele, equipes de pronto atendimento atuam em locais de grande aglomeração em Porto Alegre e na Região Metropolitana para responder rapidamente a ocorrências envolvendo violência contra grupos vulneráveis e evitar feminicídios.
POLICIAMENTO DE PROXIMIDADE
Durante o Carnaval, a Brigada Militar do Rio Grande do Sul reforça o efetivo e a presença ostensiva, com policiamento a pé e atuação próxima à comunidade. O subcomandante-geral, Douglas da Rosa Soares, destacou o foco preventivo e o trabalho conjunto com organizadores de eventos para antecipar riscos e garantir a segurança dos foliões.
TODO PEDIDO DE AJUDA DEVE SER LEVADO A SÉRIO
O coordenador operacional da Operação Carnaval 2026, Jorge Dirceu Abreu Silva Filho, reforçou que assédio não é brincadeira. “Todo pedido de ajuda, explícito ou silencioso, deve ser levado a sério. Carnaval é tempo de alegria, não de violência”, afirmou.
RESPONSABILIDADE COLETIVA E SINAL DE SOCORRO
Além das forças de segurança, a população tem papel fundamental. Ao presenciar assédio, importunação sexual ou qualquer forma de violência, denuncie. Fique atento também ao Sinal Internacional de Socorro com a Mão, gesto discreto que pode salvar vidas:
-
mostrar a palma da mão aberta;
-
dobrar o polegar em direção à palma;
-
fechar os demais dedos sobre o polegar.
CANAIS DE EMERGÊNCIA
-
Brigada Militar: 190
-
Polícia Civil (emergência): 197
-
Disque-denúncia SSP: 181
-
Polícia Civil (WhatsApp/Telegram): (51) 98444-0606
-
Delegacia Online: delegaciaonline.rs.gov.br
-
Denúncia Digital: ssp.rs.gov.br/denuncia-digital
-
Bombeiros: 193
-
CRBM: 198
-
Denarc: 0800 0518 518
-
Defesa Civil: 199





