Nota fiscal eletrônica passa a ser obrigatória para produtores rurais a partir de maio no RS

O governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Fazenda do RS, alerta os produtores rurais para uma mudança importante na documentação fiscal. A partir de 1º de maio, a nota fiscal em papel — conhecida como “talão do produtor” — não poderá mais ser utilizada, sendo obrigatória a emissão da nota eletrônica.

A exigência já estava em vigor desde janeiro de 2026 para os mais de 800 mil produtores do Estado. No entanto, a Receita Estadual do RS havia permitido o uso dos talões impressos até o final de abril.

A partir de agora, operações sem a emissão da nota eletrônica serão consideradas irregulares, caracterizando descumprimento da legislação tributária.

PROCESSO DE TRANSIÇÃO

Segundo o subsecretário adjunto da Receita Estadual, Luís Fernando Crivelaro, a mudança faz parte de um processo gradual iniciado em 2021.

“Temos trabalhado para garantir que os produtores tenham tempo para se adaptar, com diálogo constante e oferta de ferramentas que facilitem o cumprimento da norma”, destacou.

A obrigatoriedade segue diretrizes do Confaz e está sendo adotada em todo o país.

COMO EMITIR A NOTA

A principal ferramenta recomendada pela Sefaz é o aplicativo Nota Fiscal Fácil (NFF), gratuito e disponível para celulares.

O sistema permite emissão simplificada, inclusive em modo offline, atendendo produtores que atuam em áreas sem acesso à internet.

Nos últimos meses, o uso do aplicativo cresceu significativamente:

  • 214,8 mil produtores cadastrados
  • 276 mil notas emitidas em um mês
  • crescimento de 64,6% no número de usuários

Além do NFF, também estão disponíveis alternativas como a Nota Fiscal Avulsa (NFA-e) e sistemas oferecidos por cooperativas e associações.

MODERNIZAÇÃO E BENEFÍCIOS

A substituição da nota em papel pela versão eletrônica traz vantagens como:

  • mais agilidade na emissão
  • redução de erros no preenchimento
  • maior segurança das informações
  • eliminação do risco de perda de documentos

A mudança também antecipa o cenário da Reforma Tributária, que prevê a eliminação definitiva de documentos fiscais em papel.

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