Recentemente, a Câmara Federal instalou uma comissão especial para retomar a discussão sobre o voto impresso. O assunto está gerando muita discussão na sociedade, além claro, na classe política.

O presidente do TSE – Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que o voto em urna eletrônica é transparente e auditável a cada passo e chamou de “político” o discurso de quem diz haver fraude no sistema de votação brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro tem defendido a mudança do sistema de votação para que haja, além do voto eletrônico, a impressão do voto em papel. Ele alega, sem provas, que o sistema não é auditável e que há fraude no processo de votação brasileiro.

“Entendo e respeito quem defenda o voto impresso. Agora, dizer que tem fraude, tem que colocar as armas na mesa e dizer quais são as provas”, disse Barroso.

“Senão é retórica puramente política e não me cabe comentar”, emendou o presidente do TSE.

A reportagem da NG procurou ouvir algumas lideranças da região sobre o assunto, buscando a opinião de cada um sobre o tema e que foram divulgadas ainda na edição de maio.

 “Voltar ao voto impresso será um verdadeiro retrocesso”

Para o entrevistado pela NG Revista, Gelson Corbolin (foto), secretário de Administração, Planejamento e Finanças de Capão Bonito do Sul, discorreu sobre o assunto:

“Acredito que voltar ao voto impresso será um verdadeiro retrocesso a qualidade da democracia brasileira. Acho o processo eleitoral eletrônico do Brasil o mais seguro e transparente do mundo. Nosso país serve de referência e é visto pelo mundo todo como um modelo a ser seguido no processo eleitoral. Desde sua implantação a urna eletrônica vêm sendo utilizada com sucesso sem que jamais se tivesse documentado casos de fraude.

Acredito que possam haver falhas, como pode existir em qualquer outro equipamento eletrônico, como também podem haver no processo por voto impresso”.

Gelson acrescenta: “Sou plenamente favorável pela manutenção da urna eletrônica. Porém, já que se abriu discussão ao retrocesso do voto impresso, talvez então pudéssemos ter ambos os processos juntos.

Em um país onde o jeitinho e a corrupção estão impregnados na sociedade, voto impresso ou eletrônico não mudará a cultura. O que precisamos é de povo e políticos honestos, que pensem no coletivo e não em individualidades. Pois, num país com mais de 200 milhões de habitantes, pensar individualmente é beneficiar as minorias”.

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