As iniciativas do modelo híbrido de ensino desenvolvidas em 2020, o plano de ação pedagógica e a projeção do calendário letivo de 2021, que se inicia em 8 de março, foram apresentados pelo secretário da Educação, Faisal Karam, e a secretária adjunta, Ivana Flores, na tarde desta quinta-feira (28/1), durante a segunda edição do Encontro RS Cidades – Desafios 2021, cujo tema foi “Enfrentamento da pandemia de Covid-19”.

Entre outros assuntos, foram debatidos a necessidade do retorno presencial dos alunos para evitar a evasão escolar, a importância da utilização da plataforma Google Sala de Aula, a distribuição de Chromebooks aos professores da Rede Estadual, a disponibilização de internet patrocinada, o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs) distribuídos nas escolas, o cumprimento dos protocolos de saúde e a constante capacitação dos docentes nas ferramentas do Google for Education.

“A educação do Estado precisa voltar também no formato presencial. Não podemos mais ter crianças em casa sem as relações sociais, sem o apoio pedagógico, sem os profissionais da educação e sem o contato direto com a escola. Vamos retornar com responsabilidade, pensando, principalmente, naqueles alunos que não conseguiram ter acesso às plataformas digitais ao longo de 2020”, destacou Faisal Karam.

Conforme o secretário, mesmo com todos os avanços conquistados e a superação dos desafios pedagógicos por meio do ganho tecnológico, as novas ferramentas de estudo se estabeleceram como apoio do professor, e não como substituição desse profissional.

“A internet funciona como uma fonte de pesquisa, para ser um braço do docente, uma inovação da prática pedagógica dentro do ambiente virtual. Jamais para tirar o papel fundamental do educador. Por isso, queremos o retorno por meio do modelo híbrido de ensino e garantir o acesso à educação para aqueles que mais necessitam”, reiterou.

Durante o encontro, a secretária adjunta falou da importância da construção dos Centros de Operações de Emergência em Saúde para a Educação (COEs) nas escolas a fim de garantir o cumprimento dos protocolos de saúde. “A constituição dos COEs é elemento fundamental para cuidar da parte sanitária do ambiente escolar. Sem este requisito, as escolas não podem retornar às aulas presenciais. É o COE que manterá a rotina de monitoramento dos casos de Covid-19, que vai informar, capacitar e formar a comunidade escolar, bem como será o órgão responsável por planejar ações de combate à pandemia na instituição de ensino” explicou Ivana.

Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

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