O vice-governador Gabriel Souza participou da 17ª Abertura Oficial da Colheita da Soja do Estado do Rio Grande do Sul, realizada nesta sexta-feira (20/3), no município de Tupanciretã, na Região Central. O ato simbólico ocorreu na Fazenda Pedras Brancas, na localidade de Lajeado do Celso.
A agenda contou também com a presença do secretário da Agricultura, Edivilson Brum, reforçando a importância do setor para a economia gaúcha.
A soja segue como uma das principais culturas do Estado, sendo produzida em 435 municípios. De acordo com estimativa da Emater/RS-Ascar, a safra atual deve alcançar cerca de 19 milhões de toneladas, com produtividade média de 2.871 kg por hectare.
Apesar de representar um crescimento de 39% em relação à temporada anterior, o volume ainda é 11,3% inferior ao projetado antes do plantio, que era de 21,4 milhões de toneladas. Entre os fatores que impactaram a produção estão a falta de chuva, a redução da área cultivada, dificuldades de emergência das lavouras e limitações no acesso ao crédito.
Defesa da securitização das dívidas
Durante o evento, Gabriel Souza destacou a necessidade de medidas estruturantes para apoiar os produtores rurais, especialmente diante dos prejuízos causados por estiagens recorrentes.
“É do interesse do Brasil que o Rio Grande do Sul continue produzindo. Não faz sentido um dos principais polos do agronegócio nacional ficar sem condições de plantar por conta do endividamento”, afirmou.
O vice-governador defendeu a aprovação do projeto de lei que trata da securitização das dívidas dos produtores, como forma de garantir a recuperação financeira do setor e a continuidade da produção.
Investimentos em irrigação e futuro da produção
Gabriel também ressaltou a importância de políticas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, com destaque para o Programa Irriga+RS. Segundo ele, o objetivo é ampliar significativamente a área irrigada no Estado, aumentando a resiliência das lavouras.
Já o secretário Edivilson Brum enfatizou que atualmente pouco mais de 4% da área produtiva conta com irrigação, índice considerado baixo. Ele destacou que o governo estadual está subvencionando até 20% dos projetos de irrigação, com limite de R$ 150 mil por produtor.
“Estamos trabalhando para garantir safras mais seguras, geração de renda e fortalecimento da economia gaúcha”, afirmou.
A iniciativa busca não apenas mitigar os impactos das estiagens, mas também estruturar o setor agrícola para enfrentar desafios futuros, consolidando o Rio Grande do Sul como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.





