Fecomércio-RS solicita prorrogação de norma trabalhista e aponta dificuldades na aplicação

A Fecomércio-RS encaminhou ao Ministério do Trabalho e Emprego um pedido formal de prorrogação do prazo de entrada em vigor das alterações na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), previstas na Portaria nº 1.419/2024. A entidade propõe a ampliação do período de adaptação por, no mínimo, 12 meses.

No documento, a Federação reconhece a importância do avanço nas normas de saúde e segurança no trabalho, especialmente com a inclusão dos riscos psicossociais. No entanto, avalia que ainda existem lacunas técnicas e dificuldades práticas que dificultam a implementação por parte das empresas.

Segundo a Fecomércio-RS, o guia orientativo recentemente publicado pelo Ministério não teria solucionado dúvidas estruturais nem reduzido a subjetividade na identificação e avaliação desses riscos.

FALTA DE CRITÉRIOS OBJETIVOS

A entidade argumenta que a ausência de critérios claros transfere ao empregador a responsabilidade de interpretação das normas, o que pode resultar em diferentes entendimentos durante processos de fiscalização.

De acordo com o posicionamento apresentado, esse cenário pode gerar insegurança jurídica, impactando o ambiente de negócios e a previsibilidade necessária para as empresas.

IMPACTO NAS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

Outro ponto destacado é o prazo considerado curto entre a publicação das orientações e o início da fiscalização. A Fecomércio-RS avalia que a complexidade técnica das exigências demanda mais tempo para adequação, especialmente para micro e pequenas empresas.

Além das adaptações administrativas, o setor também pode precisar realizar investimentos para atender às novas exigências, o que reforça a necessidade de um período maior de transição.

POSIÇÃO DO SETOR EMPRESARIAL

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, destacou que o setor empresarial não é contrário ao fortalecimento das normas de proteção ao trabalhador, mas defende maior previsibilidade e condições adequadas para implementação.

A entidade também aponta que a aplicação imediata de penalidades, sem um período prévio de orientação, pode gerar impactos desproporcionais ao setor produtivo.

DEFESA DO DIÁLOGO

A Fecomércio-RS reforçou a importância do diálogo com o Governo Federal e colocou-se à disposição para contribuir com esclarecimentos técnicos. A proposta é construir soluções que conciliem a proteção à saúde dos trabalhadores com a viabilidade econômica das empresas.

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