O governo do Estado promoveu nesta quarta-feira (6), em Bento Gonçalves, um exercício simulado de deslizamento de terra envolvendo cerca de 450 profissionais de diferentes órgãos públicos e instituições de resposta a emergências. A ação foi coordenada pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul e teve como objetivo testar protocolos de atuação em situações de desastre natural.
Foi a primeira vez que o Rio Grande do Sul realizou uma mobilização dessa dimensão, reunindo estruturas municipais, estaduais e federais em uma operação integrada.
SIMULAÇÃO ENVOLVEU RESGATES E BUSCAS
O exercício reproduziu um cenário de fortes chuvas e deslizamentos em áreas urbanas, incluindo vítimas soterradas, desaparecidos, feridos e interrupção de serviços essenciais.
Durante a operação, foram utilizados helicópteros, ambulâncias, viaturas, cães farejadores e maquinário pesado. Ao todo, três aeronaves e mais de 100 veículos participaram da mobilização.
O cenário também contou com moradores e figurantes atuando como vítimas, permitindo testar procedimentos de evacuação, resgate, comunicação de risco e atendimento emergencial.
PREPARAÇÃO E RESILIÊNCIA
Segundo o chefe da Casa Militar e coordenador estadual da Defesa Civil, Luciano Boeira, o exercício apresentou resultado positivo e reforçou a capacidade de integração entre as instituições.
“Estamos trabalhando, cada vez mais, a nossa preparação. O exercício envolveu várias instituições e atores dos três entes federativos – município, Estado e União”, afirmou.
Boeira também destacou os investimentos realizados após os eventos climáticos extremos de 2024, incluindo ampliação do efetivo, aquisição de radares meteorológicos, renovação de frota e implantação de novos sistemas de monitoramento.
ATUAÇÃO INTEGRADA
Participaram da mobilização órgãos como:
- Brigada Militar
- Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul
- Polícia Civil do Rio Grande do Sul
- Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul
- Exército Brasileiro
- Agência Nacional de Telecomunicações
Também participaram equipes municipais, concessionárias de energia e água, além de entidades de apoio humanitário.
CENÁRIO SIMULADO
Na simulação, o deslizamento teria sido provocado por chuvas intensas, resultando em danos a residências, pessoas desaparecidas e necessidade de evacuação emergencial.
Um abrigo provisório foi montado no Ginásio Ivo Chies, enquanto equipes hospitalares, periciais e de segurança atuaram em diferentes frentes para testar a resposta integrada diante de um desastre de grande porte.





