Entidades empresariais gaúchas defendem debate técnico sobre propostas de redução da jornada de trabalho

A Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul divulgaram uma manifestação conjunta direcionada à bancada gaúcha no Congresso Nacional defendendo um debate mais amplo e técnico sobre propostas que tratam da redução da jornada máxima de trabalho e de restrições às escalas no emprego formal.

As entidades alertam que mudanças dessa dimensão possuem impacto direto sobre a economia, a geração de empregos e a competitividade das empresas, especialmente no contexto do Rio Grande do Sul. Segundo o posicionamento conjunto, o atual cenário político nacional, marcado pela polarização e pela proximidade do período eleitoral, não seria o ambiente mais adequado para decisões consideradas estruturais e permanentes para o mercado de trabalho brasileiro.

O presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, afirmou que o tema exige profundidade, equilíbrio e análise responsável dos impactos econômicos e sociais.

Segundo Bohn, propostas dessa natureza podem gerar reflexos importantes sobre produtividade, custos operacionais, geração de empregos e competitividade empresarial. Ele também destacou que a discussão sobre qualidade de vida dos trabalhadores e modernização das relações de trabalho precisa ocorrer em conjunto com a preservação da atividade econômica e da segurança jurídica.

As entidades empresariais defendem que o tema seja debatido de forma mais aprofundada somente a partir de 2027, em um cenário considerado mais estável e favorável à construção de análises técnicas e de longo prazo.

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