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Somos tudo que podemos chamar de NOSSO – Edição de Agosto de 2018

Perguntaram em uma sala de aula a um menino que descrevesse seu pertence favorito. Ele descreve sua camiseta de “DINOSSAURO”.
Explicar isso é explicar e entender o relacionamento profundamente emocional e psicologicamente complexo entre os seres humanos, sua sensação de segurança e suas posses materiais. Psicólogos pioneiros montaram há muitos anos atrás a famosa “teoria do apego” de um bebê e sua mãe e a qualidade desse apego que influenciam de forma significativa os futuros relacionamentos da criança, WINNICOTT também sugeriu que quando uma criança percebe que ela ou ele tem um EU independente que é separado da mãe, essa criança pode aprender a se sentir mais segura com um objeto de “transição” que a representa, na linguagem popular chamamos de “cobertor de segurança”. Desde então se afirmou que nossos pertences preenchem muitas necessidades emocionais. Eles nos consolam em meio da solidão resgatando nossa confiança.
Na verdade nossas posses não apenas nos fazem sentir seguros ao substituir pessoas importantes, nós realmente vemos esses objetos como uma extensão a nós mesmos. Quando se danificam ou perdem nos sentimos danificados ou perdidos.
Nossos relacionamentos com nossas coisas podem soar um pouco maluco, mas é perfeitamente normal. Todos nós guardamos coisas e nos confortamos muito com nossas posses, precisamos de nossos pertences a fim de tornar a sobrevivência possível, incluindo a segurança ao ego e a confiança nos relacionamentos.
Quanto mais em nossa vida sofremos com apegos emocionais e inseguros o comportamento de buscar consolo emocional em objetos materiais provavelmente também sobe.
Coisas inanimadas carecem de competências humanas, no entanto muitos de nós nos relacionamos com elas como se fossem pessoas.
Conscientemente ou não muitos de nós sentimos que nossas posses são nosso SER estendido.
Quando assistimos no noticiário as vitimas de furacões, enchentes, incêndios, chorando pela perda de suas preciosas posses, podemos facilmente nos identificar. Todos nós temos coisas que marcam nossa história e nossos entes queridos. PERDÊ-LOS DÓI. Fonte: Scientific American


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