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Smartphones e a adolescência – Edição de Abril de 2018

Os smartphones tornaram-se hoje padrão de adolescência porque são quase onipresentes e conectam-se diariamente. Apesar de tudo que se escreve sobre os smartphones, eles vem sendo os culpados evidentes para as mudança comportamentais observadas nos adolescentes do século 21. Estudos concluíram que os adolescentes hoje são mais felizes e satisfeitos com a vida, que seus antecessores.
A preocupação não é de como o adolescente está usando seus celulares, mas sim a “ansiedade tecnológica” e a nomofobia (a sensação de aflição que alguns sentem na ausência do telefone) que o distraem de outras tarefas.
Quanto às habilidades sociais, não há evidências de que usar mídias sociais prejudiquem o desenvolvimento. As principais pessoas com as quais crianças e adolescentes interagem através de vida social são as mesmas que interagem cara a cara.
Menos benigno que troca de mensagens de texto é o acesso sem precedentes à pornografia, que pode afetar no modo como muitos adolescentes, especialmente aqueles com fatores de risco, desenvolvem um relacionamento romântico na vida real. Embora não haja evidências clara, que exposição irrestrita a pornografia poderia influenciar seu entendimento de sexualidade e relacionamento especialmente se for uma exposição mais precoce ao sexo. Algo negativo, também seria a diminuição do sono, essencial para o adolescente que hoje dorme menos que no passado.
Uma boa pergunta é “O que seu filho está deixando de fazer para ficar no celular?” Se ele não estiver dormindo, se exercitando, estudando ou estimulando a mente com atividades novas e desafiadoras, então isso não é saudável.
Os adolescentes estão crescendo em um mundo muito diferente. O desemprego é alto em muitas partes do mundo o que torna realmente mais difícil de começar a vida, de distanciar-se dos seus pais e tornar-se financeiramente e psicologicamente independente. Isso é uma ameaça maior que o uso do smartphone.
Aconselha-se aos pais a serem modelos de bom comportamento e não sacarem seus próprios celulares com tanta frequência.
Sabemos que um relacionamento próximo e afetuoso com os pais é um dos fatores mais importantes para a saúde mental e positiva de um jovem. A melhor coisa que os pais podem fazer é cultivar vínculos emocionais com eles no que diz respeito ao uso da tecnologia. Perguntar o que eles acham interessante em seus telefones, perguntar quais são seus medos e seus interesses. Essa conversa é muito mais produtiva do que dizer “Desgruda do telefone na mesa”.
Fonte: Scientific American – Fragmentos do texto Carlin Flora


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