Close

Sign In

Close

Palmadas “NÃO”. Palavras “SIM” – Edição de Outubro de 2017

É uma pena que tantas pessoas abram mão de usar em seu próprio benefício e de seus filhos, uma grande dádiva que a vida nos deu: a fala. E também tem o famoso ditado: “Não dê um grito quando basta uma palavra”.
Do ponto de vista da neurociência, a criança que apanha da mãe tem medo da PUNIÇÃO, mas não acha que a mãe é má ou está errada, e transforma-se em um adulto que crê que apanhou “porque mereceu”, e que dar palmadas é certo. Esses adultos acreditam que conversar e dialogar é trabalhoso demais.
Como conter uma criança que provoca os outros, vai aonde não pode ou pega o que não é seu? Como fazer para que essa criança fique nos limites do comportamento aceitável? Muitos pais nestes casos recorrem à violência. “Violência gera violência”. Resultado: as crianças que recebem restrições corporais, palmadas, beliscões, sacudidas ou abuso verbal, se tornam adultos com propensão a transtorno de ansiedade, depressão, alcoolismo e outras formas de dependência, comportamento antissocial e agressividade. Crianças punidas com violência se tornam adultos que acreditam ser normal punir com violência.
Palavras são para resolver conflitos e quando positivas, protegem os filhos de maneira específica, tornando-os adultos melhores. Apoio moral, bons exemplos, compreensão e conversa são os melhores recursos. No lugar da próxima palmada, desafie-se a encontrar maneiras de educar com palavras de carinho, essa é uma forma muito eficaz de cuidar bem de si e de querer bem quem depende de nós. Dá para ser “duro”, “é necessário”, mas não percam a ternura. Ela será sempre um reforço positivo para que possam fluir melhores comportamentos. Fonte: Fragmentos do texto de Suzana Herculano-Horzel


Comentários + Novo Comentário

Deixe um comentário

* Campos Obrigatórios