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O Inconsciente

Nosso inconsciente é o registro de nossas memórias e impressões que acontece desde o inicio de nossa vida. Saber que esse processamento é automático e existe pode nos ajudar ao olhar de maneira diferente para nós (e para os outros).

Gostamos muitas vezes de pensar que somos autômatos mas há como Freud sugeriu (há um século) uma porção misteriosa e menos tangível da mente que sem nos darmos conta, observa, registra, julga e escolhe o tempo todo. Esse inconsciente que influencia nossas escolhas, organiza memória, desejos, experiências que muitas vezes preferimos esquecer.

Freud difundiu o conceito (que intrigava os pensadores da época) que há em nós o mundo inconsciente, muito maior que a porção consciente racional “domesticada”, porque muitas de nossas emoções e tomadas de decisões ocorrem sem que possamos ter consciência delas. Felizmente o fato de aceitar, com o toque de humildade a hipótese do não saber já nos coloca menos a deriva.

O estudo do inconsciente permitiu a Freud analisar formas de que o paciente durante a análise seja encorajado a falar e pensar com maior liberdade para estabelecer associações, onde seus anseios e temores tendem a se aproximar, gradualmente da consciência, aliviando assim sofrimento psíquico e sintomas de modo a tornar a vida das pessoas mais interessantes e quiçá menos dolorosa. Após algum tempo de terapia ao perceber que mudaram a forma de agir e se tornam mais autônomo a pessoa pergunta o que aconteceu? Essa apropriação nos parece fundamental.

Nós criamos um modelo de mundo a partir das interpretações de dados brutos de nossos sentidos. Como dizia Kant: “Não vemos as coisas como elas são, mas a vemos como nós somos”.

Os significados inconscientes são codificados, revestidos de metáforas e imagens. Um exemplo muito comum disso se dá em situação em que sentimos raiva, mas reprimimos essa emoção por sabermos que desencadeará sentimentos dolorosos e em especial quando é dirigida á alguém com quem temos relações mais próximas. Assim, os sentimentos reprimidos são disfarçados e deslocados – e aparecem, por exemplo, quando criticamos outra pessoa.

O passado é um conjunto de causas que já amadureceram, o presente se traduz na vivência daquilo que plantamos e o futuro será criado pelas coisas de hoje.

Fonte: Fragmentos do texto de Christian Ingo Lenz Dunker e Glaucia Leal

Edição de junho de 2013

helenapimentel


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