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Não há coragem… Sem medo… – Edição de setembro de 2013

O texto “A arte de enfrentar os próprios fantasmas”, de Fabrício Pamplona, relata-nos sobre a arte de enfrentar os próprios fantasmas, pois encarar o pavor pode ser a melhor forma de se libertar do desconforto. É absolutamente normal sentir medo, ele faz parte do nosso sistema natural, e às vezes ele é paralisante, irracional e incontrolável. A expectativa do medo provoca o estresse e dá vazão a sintomas somáticos.
Conforme o neuropsicólogo de Harvard Steven Pinker, nunca vivemos em uma sociedade tão pacifica quanto a atual (considerando a taxa de mortalidade como principal índice), os milhões de mortos nas duas guerras mundiais foram uma triste exceção. Mas se o mundo está tão pacífico, por que temos notícias de tanta desgraça? É só ligar o rádio, o computador, a TV e abrir um jornal que vemos diversas formar de violência, de causas naturais (enchentes, terremotos, erupções); provocadas intencionalmente pelo homem (brigas, assaltos, estupros); ou por descuido (como balas perdidas e acidentes aéreos) os exemplos são inúmeros. Nas conversas percebe-se que as “desgraças” são temas recorrentes, fulano bateu o carro, um avião caiu, sicrano foi assaltado. Fala-se tanto do infortúnio alheio que parece haver nesse comportamento um reconfortante egoísmo, como se uma ideia ficasse implícita “aconteceu, mais ainda bem que não foi comigo”.
A reprogramação mental é emocional e possível, bem vinda. Em tempos de crise, a quebra de paradigmas, como que vivemos atualmente, com o planeta se tornando um grande formigueiro. Mudanças de nossas atitudes se fazem necessárias. Angustias e incertezas todos temos em alguma medida, e não podemos nos dar o luxo de alimentá-los, pois o medo é paralisante e nos faz dispensar muita energia. Melhor enxergar essas emoções como um sinal que aponta em direção a fraqueza e proporciona oportunidades de amadurecimento.
É fundamental que possamos enfrentar nossos medos e aprender a lidar com nosso cérebro de homem das cavernas que vivem na selva urbana. Afinal, não há coragem sem medo e nem toda a fumaça indica incêndio.
Fragmentos do texto de Fabrício Pamplona.
Revista American Scientific.

 

helenapimentel

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