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Não é porque um alimento é saudável, que você pode comê-lo “à vontade” – Edição de Abril de 2017

Canso de ouvir depoimentos no consultório do tipo: “Mas era só fruta”, “troquei tudo pelo integral”, “comi bastante churrasco, mas só tinha carne magra”… E nem sempre é assim que as coisas funcionam. Se você está em processo de emagrecimento ou se teve alguma alteração recente nos seus exames laboratoriais, terá que se preocupar com o volume e a frequência das refeições, tanto quanto com o tipo de comida que está ingerindo.
O que eu quero que você entenda é que frutas em excesso também alteram o peso, que fibras demais podem irritar a mucosa do intestino e que cortes de carne aparentemente magros podem conter colesterol e gordura saturada além das quantidades ideais para o seu biotipo. O equilíbrio entre esses nutrientes depende do seu gasto basal (do quando o seu corpo gasta em calorias pra mantê-lo vivo), e de fatores como: a regularidade das suas atividades físicas, suas horas de sono e seu consumo de água, que são dados extremamente individualizados.
A ingestão aumentada de um certo grupo de alimentos (como frutas, gorduras ou fibras) na intenção de reduzir a fome para não comer outros (normalmente carboidratos), não é vantagem. Não é à toa que a nossa natureza é tão vasta de opções alimentares. É porque realmente precisamos de um pouquinho de tudo! Precisamos intercalar! Portanto, qualquer prato deve ser ingerido nas proporções adequadas, e considerado na soma de tudo aquilo que você ingeriu ao longo do dia. Da mesma forma, qualquer ingrediente sozinho não tem a capacidade de melhorar a sua saúde ou emagrecer você. É preciso analisar o contexto.


E porque decidi falar sobre isso? Pra que você, leitor, não entre na onda dos modismos atuais. O uso de óleo de coco no café, a adesão às dietas paleolíticas, o consumo diário das berries (frutas avermelhadas) e afins … deve ser questionado junto ao seu nutricionista para que você possa avaliar quando e como comer qualquer tipo de alimento. Eu vejo aí um ciclo vicioso que precisa ser questionado! As pessoas comem mais alimentos saudáveis e agem como se os light não tivessem limite. Aí não emagrecem porque toda e qualquer comida tem caloria e o excesso (não gasto) engorda. Então se frustam, se culpam e ganham ainda mais peso porque voltam a comer as “porcarias” de antes. Que luta sem fim!
Quando você entender que qualquer iguaria, seja ela calórica ou não, pode ser consumida desde que de maneira equilibrada e moderada, provavelmente essa angústia e esse medo de engordar vai passar. Fazer dieta não quer dizer que você tenha que fazer um pequeno estoque de “comida limpa” pra poder comer menos depois. Reduzir peso é fazê-lo prestar atenção em tudo o que está comendo. É fazê-lo moderar no azeite de oliva, apesar de saber se ele contem gorduras boas. É comer uma colher de castanhas e não o pote inteiro. É provar uma bala de alga e não encher os bolsos (percebo isso cada vez que reponho as balinhas na recepção do consultório).
Quero que você elimine esse hábito! Essa mania de acumular. Não adianta trocar o estoque de açúcar pelo estoque de verduras. Adianta sim comer verduras e frutas de cores e tipos diferentes todos os dias, e aproveitar a sua porção de doces quando sentir vontade – sem culpa! Sem “nóia”! Se nunca fizer isso, talvez quando tiver a oportunidade (muitas vezes, sozinho, tentando não admitir) você vá comer demais.
Pense nisso!
Bom mês de maio pra gente! Bjo #NutriLizi


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