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Mudanças de comportamento na infância e adolescência devem ser levadas a sério – Edição de Março de 2018

Durante a infância e a adolescência acontecem grandes mudanças físicas e psicológicas. O surgimento de algum sintoma muitas vezes pode ser visto tanto como a expressão de uma transição normal, como o indício do surgimento de uma psicopatologia. Muitas vezes o que seria considerado problemático na vida adulto, é plenamente aceitável em certas fases do desenvolvimento. A instabilidade e as alterações rápida de humor típicos da adolescência podem ter outras interpretações em outros momentos da vida.
Hoje identificamos com precisão a depressão infantil que pode se manifestar com uma forte irritação, associada de um leque restrito de emoções. Outro são os distúrbios de ansiedade, que são identificados também pelo temor de ficar longe dos pais ou fobia escolar, que podem evoluir para a idade adulta para quadros como a depressão ou bipolaridade. Daí a importância do diagnóstico ainda na infância que, nesta fase em geral, são mais difíceis de serem tratados.
É possível também concluir que certos aspectos adaptativos na idade do crescimento podem parecer patológico, mas na realidade são expressões de alternância dos processos nas fases do desenvolvimento saudável.
Nos anos iniciais da vida ocorrem experiências fundamentais para a construção do sujeito psíquico e tendo em vista a complexidade do desenvolvimento e o caráter único de cada criança, o processo de diagnostico deve ser sempre embasado em um número muito maior de informação, visando à precisão do diagnóstico.
Fonte: Textos de Nino Dazzi e Anna Maria Speranza


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