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Lombalgia – Edição de Dezembro de 2013

Lombalgia é uma doença bastante comum, caracterizada por causar dor aguda ou crônica nas costas, especificamente na região lombar. A região lombar é uma área importantíssima da coluna vertebral, responsável por dar apoio estrutural (suporta grande parte do peso corporal) e flexibilidade ao corpo humano. Ela é constituída por cinco vértebras maiores e entre elas localizam-se os discos de fibrocartilagem, chamados de discos intervertebrais, que impedem que as vértebras se encostem e que também protegem a medula espinhal.

Pode ser dividida em lombalgia aguda ou crônica de acordo com a intensidade e manifestação das dores na região lombar. A lombalgia aguda é caracterizada por causar dores de início súbito em um período de até três meses e geralmente utiliza-se como tratamento o repouso e o uso de medicamentos antiflamatórios e analgésicos simples. Já a crônica as dores aparecem imprevisivelmente com períodos de melhora e piora, que podem durar mais de três meses. Neste caso o tratamento requer acompanhamento médico e fisioterápico.
Lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaléia entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem. De acordo com vários estudos epidemiológicos, de 65% a 90% dos adultos poderão sofrer um episódio de lombalgia ao longo da vida, com incidência entre 40 e 80% da maioria das populações estudadas.

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Sintomas

Os sintomas mais comuns da lombalgia são citados como uma dor lombar, que corresponde à região mais inferior da coluna vertebral, pouco acima das nádegas, na altura da cintura. Apresenta-se geralmente de começo discreto, com intensidade aumentando progressivamente e agravando com a mobilidade da região. Acompanha comumente a estas situações, algum grau de contratura muscular.
As crises dolorosas geralmente apresentam-se em um ciclo de dor que duram alguns dias, podendo em alguns casos tornar-se constante ou desaparecer, retornando depois de algum tempo.
Durante a crise dolorosa, a permanência em alguma forma de postura, seja sentado ou em pé, provoca o aparecimento da dor. A persistência dos sintomas ocasionalmente passa a ser um fator extremamente limitante sob o ponto de vista social, afetivo ou profissional, gerando grandes distúrbios secundários, como os de ordem emocional.

Causas

Inúmeras circunstâncias (fatores de risco) contribuem para o desencadeamento e cronificação das síndromes lombares, tais como: fatores genéticos e antropológicos, psicossociais, obesidade, fumo, atividades profissionais, sedentarismo, maus hábitos posturais, síndromes depressivas, trauma, gravidez, trabalho repetitivo, entre outras.

O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como raio-x, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.
Tratamento conservador e fisioterápicos são indicados como analgesia, anti-inflamatório e alongamentos.
Ensinar o indivíduo a ter boa postura durante todo o dia e toda a noite, também é uma parte muito importante no tratamento da lombalgia visto que a má postura é uma das causas mais comuns do seu desenvolvimento. Uma ótima técnica para conseguir tal efeito é a reeducação postural global(RPG).
Durante o tratamento fisioterapêutico aconselha-se evitar os esforços e não realizar atividades físicas para evitar a dor nas costas e a sobrecarga nas articulações.

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Alguns exercícios que podem ser realizados em casa:

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