Close

Sign In

Close

Lesão do manguito rotador – Edição de Fevereiro de 2014

fisio 1

 

O manguito rotador é um conjunto de 4 tendões que se localizam no ombro e envolvem a cabeça do úmero. Os tendões são: tendão supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor. Esses tendões são essenciais para o bom funcionamento do ombro. São eles os principais responsáveis pela desaceleração do ombro, pelas rotações e por manter o ombro bem posicionado para que outros músculos maiores e mais potentes realizem sua função.

As lesões causa dor. A dor é semelhante entre os casos, sendo maior na região do ombro e se irradiando para o braço. Muitas vezes a dor é até maior no braço que no ombro.

A dor é pior à noite e piora com os movimentos do ombro para cima. A dor também pode irradiar para a parte de trás do ombro (a escápula) e próximo da região cervical, mas deve ser mais intensa no ombro. Em muitos casos de dor mais próxima do pescoço, a origem do problema está na coluna cervical, e não no ombro, e pode ser causada por irradiação de uma hérnia de disco ou de uma artrose cervical.

A perda de movimentos não acontece em todos os casos de lesão do manguito. Nos casos de lesão aguda e completa (transfixante) existe com frequência uma perda de força para levantar o braço ou mantê-lo afastado do corpo por algum tempo. Essa perda de força pode ser leve (apenas fadiga muscular) ou intensa (impossibilidade de levantar o braço). Nos casos de lesão mais antiga (crônica) e não muito extensa pode haver uma adaptação e outros músculos e tendões podem compensar a rotura. Com isso, os movimentos podem ser próximos do normal, com pouca perda de força.

Acredita-se que uma das causas para o rompimento dos tendões, seja as tendinites e não foi tratada e progrediu para aumento da lesão e também os pequenos traumas recorrentes de movimentos repetitivos, degeneração que somados acabam danificando as estruturas adjacentes entre o úmero e acrômio fazendo assim uma pressão nos tendões mais no supraespinhoso e a cabeça longa do bíceps braquial,essas pressões ocorre, sobretudo quando o braço é elevado acima da cabeça.

Outro fator que pode contribuir para a lesão, é o tipo de acrômio, pois, há três tipos de variações, sendo: reto, curvo e ganchoso, no qual o tipo ganchoso não é considerado uma forma anatômica, mas sim, o desenvolvimento de osteófitos na parte distal do acrômio, uma vez que sua anatomia em forma de gancho proporciona maiores possibilidades de lesões no manguito rotador.

Os exames mais utilizados para o diagnóstico são a radiografia (para descatar outras doenças, como a artrose e para avaliar o formato do acrômio e a presença de esporões) e a ressonância magnética. A ultrasonografia também permite a avaliação dos tendões do manguito.

As lesões dos tendões não cicatrizam sozinhas. No entanto, nem todas as lesões precisam de cirurgia. As lesões parciais degenerativas dos tendões podem até serem consideradas como uma alteração normal do envelhecimento. A escolha entre o tratamento cirúrgico baseia-se principalmente na gravidade da lesão, na atividade e idade biológica do paciente e na intensidade da dor e perda de função. Uma lesão transfixante do tendão supraespinal de 1cm pode ser extremamente limitante em um paciente esportista de 50 anos, mas pode ser pouco sintomática em um paciente sedentário de 75 anos. Com isso, a indicação cirúrgica deve ser individualizada e bem discutida com o médico especialista em ombro.

Lesões parciais

De modo geral, as lesões parciais do manguito são de tratamento não operatório, com reabilitação(FISIOTERAPIA), anti-inflamatórios e correção postural, laborativa e esportiva. Algumas lesões parciais podem se romper por completo, enquanto outras podem se manter estáveis. As lesões da parte externa do tendão (bursais) estão mais propensas a romper e são mais dolorosas. Nessas lesões, o tratamento cirúrgico pode ser indicado. Nas outras lesões parciais, a cirurgia é indicada quando o tratamento conservador com reabilitação, corretamente feito por 3 a 6 meses, falhar, ou seja, quando o paciente mantém dor e disfunção.

Lesões completas ou transfixantes

Nessas lesões, a regra é o tratamento cirúrgico para a maioria dos casos. As lesões completas podem ou não progredir e não há como saber

quais tem maior risco dessa progressão. Sabemos que nos pacientes mais jovens (abaixo de 60 anos) ou nos idosos ativos, essas lesões progridem invariavelmente. Além disso, quando uma lesão progride muito, ela pode se tornar irreparável, ou seja, mesmo com a cirurgia o tendão pode não retornar ao seu local de origem ou mesmo ter um risco altíssimo de ter uma nova ruptura. Se o paciente tem pouca ou nenhuma dor, a conduta pode ser não cirúrgica, realizando-se uma reabilitação adequada, evitando-se movimentos com o braço elevado e realizando um seguimento médico periódico para avaliar se há progressão da lesão ou piora dos sintomas.

O tratamento cirúrgico poderá ser realizado por via artroscópica (fechada) ou aberta (tradicional).

Dentro do tratamento cirúrgico é realizado a acrômioplastia (retirada de uma parte do acrômio) cuja finalidade é aumentar o local onde ocorre o deslizamento nos tendões lesionados. Sendo assim, a vantagem da acromioplastia por artroscopia é que o músculo deltóide é preservado, desta forma, a recuperação cirúrgica se torna mais rápida.

A fisioterapia é de suma importância na reabilitação de lesões que acomete o ombro, minimizando o quadro álgico e promovendo o retorno das atividades de vida diária.

Assim a fisioterapia possui amplos recursos a serem utilizados na reabilitação de pós operatório de manguito rotador, entre eles a cinesioterapia tem sido o principal método utilizado, pois, auxilia na diminuição do impacto gerado pelo acrômio.

Fonte de informações: maurogracitelli.com/blog/manguito‎, SOUZA,2001, BRITO T. do. N. Intervenção fisioterapêutica na síndrome do impacto: cinesioterapia, (LECH, 1995), (KISNER e COLBY, 2005),
ANDREWS et al apud MONTEIRO e MEJIA s.d.

fisiocentermarileia


Comentários + Novo Comentário

Deixe um comentário

* Campos Obrigatórios