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Labirintite e a cura pela Fisioterapia – Edição de Outubro de 2016

Dentre as enfermidades que afetam o labirinto, algumas desregulam o equilíbrio e outras a audição. A labirintite é uma inflamação do labirinto que provoca não apenas desequilíbrio, náuseas e tonturas, como também perda auditiva. O labirinto é um órgão localizado no interior da orelha responsável por manter o nosso equilíbrio. Ele é composto por líquidos e arcos semicirculares que ajudam na percepção dos movimentos. A cada instante a localização destes líquidos é informada ao cérebro que interpreta a nossa movimentação, auxiliando no equilíbrio.
Sintomas
O sintoma mais característico é o surgimento de uma súbita vertingem. Esta vem geralmente acompanhada por vômitos, náuseas e por dificuldade de andar. Em algumas situações estas vertigens podem ser tão intensas a ponto de deixar o paciente dias de cama.
As crises podem ser mais ou menos intensas. Podem vir em momentos mais espaçados ou com intervalos menores. Na maioria das vezes elas surgem após movimentos bruscos com a cabeça. Outros sinais que devem ser levados em conta para o diagnóstico de labirintite são:
* Perda da audição;
* Zumbidos;
* Sudorese;
* Instabilidade;
* Desequilíbrios;
* Alterações gastrointestinais.
Na vertigem rotatória clássica, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que este roda em relação ao ambiente. Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda.

Tratamento fisioterapêutico
A Fisioterapia realizada para à cura da labirintite, a chamada reabilitação vestibular. É uma terapia importante no tratamento do paciente com desordens do equilíbrio corporal, proporcionando acentuada melhora em sua qualidade de vida.
A reabilitação vestibular é uma opção terapêutica cujo objetivo é restaurar o equilíbrio do indivíduo que sofre de patologias que agridem o sistema vestibular de maneira simples e eficaz.
Trata-se de uma série de exercícios físicos realizados com acompanhamento de um fisioterapeuta qualificado, que tem como objetivo “reeducar” o organismo a ter equilíbrio.
É realizado por meio de um programa composto por exercícios, com os objetivos no geral:
* Reduzir tontura e sintomas visuais;
* Melhorar o equilíbrio estático e dinâmico (quando caminhando);
* Aumentar os níveis de atividade durante o dia a dia.

Esses exercícios incluem
* Coordenar movimentos de cabeça e olhos;
* Estimular o sintoma da tontura para desta forma dessensibilizar o sistema vestibular;
* Melhorar as habilidades para manter o equilíbrio e caminhar;
* Melhorar resistência muscular.
Porém, devemos lembrar que os exercícios vão variar dependendo de cada tipo de lesão vestibular e de seus sintomas associados. Mas na maioria dos casos a melhora é total e permanente! Procure um fisioterapeuta qualificado! Labirintite tem cura!
Um dos tipos mais comuns de labirintite, onde ocorre 100% de melhora com o tratamento de Fisioterapia é a Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB): Trata-se de uma tontura relacionada à movimentação da cabeça, em especial quando a pessoa olha para cima, para baixo ou se vira na cama. A tontura é forte mas dura poucos segundos e então passa. Não costuma causar vômitos nem incapacitar a pessoa para andar, mas certamente incomoda bastante. Em alguns casos consegue-se estabelecer uma relação com um trauma na cabeça ou algum tipo de ginástica que exija da pessoa ficar de cabeça para baixo (comumente yoga ou pilates).
Esse tipo de labirintite é causado pelo deslocamento de cristais dentro do aparelho labiríntico, que ficam se chocando contra as paredes do labirinto e irritando-o, causando a tontura.
O diagnóstico pode ser feito com facilidade através de uma simples manobra no consultório, e o tratamento é mais simples ainda. Basta uma manobra que é feita no próprio consultório para “reposicionar” os tais cristais no devido lugar e virtualmente curar a tontura.


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