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Grupos sociais… O valor da amizade! – Edição de Novembro de 2013

Ter amigos é um hábito que funciona para nos fortalecer tanto física como mentalmente.
O convívio com as pessoas nos tornam felizes, saudáveis e ajuda ter uma vida mais longa.
Se você não pertence a nenhum grupo, mas decide fazê-lo diminui pela metade seu risco de morrer no ano seguinte. Exageros a parte, a convivência pode funcionar como uma vacina contra as ameaças a saúde física e mental, o que é muito mais barato que os métodos farmacêuticos e com muito menos efeitos colaterais.
Quando vamos a um médico realizar check-up pode surgir essa pergunta. Quantos amigos você tem? Qual a importância deles na tua vida? De quem lembramos nesta hora: de nossos primos? De nossos companheiros de ginástica? Dos colegas do inglês? De nossos colegas de trabalho, de nossos conhecido “virtuais” ou daqueles dois ou três amigos queridos que percebem que você não está bem apenas pela entonação de voz ao atender o telefone. Se você lembrar desta maneira seu médico lhe dará os parabéns pelas interações saudáveis e você sai do consultório certa de que pertence a um grupo. Isso não acontece sempre nas consultas mas deveria ser, porque pertencer a um grupo é um fator fundamental de saúde e é tão importante quanto dietas e exercícios.
Várias pesquisas nos comprovam esse ponto de vista, cada dia mais fortalecido num mundo em que nossa tendência muitas vezes é isolar-se devido ao estilo moderno de vida, e as ameaças de perigo que a vida moderna nos impõe. Sair de casa as vezes no coloca em muitos riscos porque enfrentamos trânsito, lugares mais perigosos e isso tem acomodado as pessoas que ficam mais em casa vendo TV ou ligadas no computador. Um estudo realizado com 665 pessoas que haviam sofrido derrame (2005) pela pesquisadora Bernadette Boder Albala, professora universitária nos EUA, chamou a atenção dos pesquisadores de saúde: pacientes socialmente isolados tem quase o dobro de possibilidades de ter outra manifestação de patologia em cinco anos, quando comparado com os que tem relação social intensa que proporciona não apenas companhia mas troca de prazer. Outra pesquisa importante feita em Harvard que acompanhou 16.638 americanos por um período de mais de seis anos revelaram que a perda de memória é consideravelmente menor em pessoas socialmente mais ativas. Outro estudo publicado no periódico Psychological Sciência, indica que pessoas retraídas e com poucos amigos costumavam contrair resfriados duas vezes mais quando comparados com os mais sociáveis, mesmo considerando o fato de que essas últimas provavelmente estão mais expostos a contaminação.
A cada vez mais evidências de que o risco do isolamento é comparado aos que fumam, que tem hipertensão e obesidade.
Pertencer a grupos sociais ainda que nem todos ofereçam oportunidades de relacionamentos mais profundos é particularmente crítico para as pessoas em situação de grande estresse, em especial quando somos obrigados a suportar perdas e mudanças dolorosas.
A convivência social é altamente benéfica, além se ser algo quase sempre divertido.
Fonte: Scientific American
Fragmentos do texto de Iolanda Jetten, Catherine Haslam, S. Alexander Haslam e Nula Bran Scombe.

helenapimentel


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