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Estimulação Precoce – Edição de Maio de 2017

Estimulação Precoce é uma proposta terapêutica e/ou educacional que tem por objetivo prevenir e/ou minimizar déficits no desenvolvimento de crianças que nasceram em condições de risco (prematuras) ou que apresentam alterações neurológicas ou genéticas que interferem na aquisição de habilidades psicomotoras pertinentes as diferentes faixas etárias, principalmente nos primeiros anos de vida, que são cruciais para o desenvolvimento de todas as crianças. Neste sentido, é fundamental que o adulto oportunize condições para desenvolver e potencializar, através de jogos, exercícios, técnicas, atividades, e de outros recursos, as funções cerebrais da criança, respeitando sua maturidade neurológica. Uma criança bem estimulada aproveitará sua capacidade de aprendizagem e de adaptação ao meio na qual está inserida, de uma forma simples, rápida e intensa.
Para entender como se dá o processo de desenvolvimento infantil é necessário entender primeiro, como ocorre o amadurecimento do ser humano. Ao contrário dos animais, nós seres humanos somos muito dependentes dos nossos pais/cuidadores desde que nascemos. Passamos a responder aos estímulos do meio, porque temos alguém com quem estabelecemos um forte vínculo afetivo e porque este alguém também deseja por nós.
Passamos desde o início da concepção, ao nascimento e crescimento/desenvolvimento por várias etapas maturativas e diferentes aprendizagens, em diferentes tempos cronológicos, por exemplo: com seis meses aprendemos que não somos mais a continuidade de nossa mãe e por isto, começamos a estranhar, aos 10 meses, temos a possibilidade de nos deslocarmos no espaço explorando o meio através do engatinhar; aos 12 meses, falamos algumas palavras simples, nos colocamos de pé contra a gravidade, ensaiamos os primeiros passos e atendemos pelo nosso nome, reconhecemos pessoas, familiares e assim por diante, vamos aprendendo novas habilidades.
“É o aprendizado que possibilita o despertar da capacidade de perceber as cores, as formas, a capacidade de falar, de pensar, de raciocinar, de lembrar, de emocionar-se, de amar, a aptidão para a leitura, para a escrita, para a ciência, para a arte, etc.” (AMARAL, 1999.p.22)


Para atender as necessidades específicas de cada criança necessita-se de uma intervenção em Estimulação Precoce, é necessário que o Estimulador Precoce não seja simplesmente um executor de técnicas desprovidas do contexto social em que as crianças se encontram; é necessário que este profissional trabalhe junto a criança, sua família e seu meio ambiente e para tal, é necessário que estes profissionais tenham formação em Estimulação Precoce, possua os aportes teóricos de todas as áreas (motor, cognitivo e psíquico), independente de sua formação acadêmica, pois o curso de Estimulação Precoce, em nível de especialização é uma formação pós-acadêmica que oportuniza o conhecimento global do desenvolvimento infantil em suas diferentes etapas. Torna-se, pois, um especialista no desenvolvimento de bebês.
Portanto, o especialista em Estimulação Precoce deve ter um conhecimento global e interdisciplinar do desenvolvimento infantil, considerando os processos maturativos que envolvem os aspectos afetivos, cognitivos, motores e de linguagem. A intervenção em Estimulação Precoce consiste na construção de um diálogo entre pais e bebê, facilitado pelo Estimulador Precoce para que através do tratamento, a demanda do bebê possa ser articulada com os pais/cuidadores, dando lugar a instalação de um circuito de desejo que ao enlaçar a criança, direcione sua constituição como sujeito e favorece o seu desenvolvimento psicomotor. A intervenção precoce baseia-se também em exercícios que visam o desenvolvimento da criança de acordo com a fase em que ela se encontra, assim, implementa-se um conjunto de atividades destinadas a proporcionar à criança nos primeiros anos de vida, o alcance do pleno desenvolvimento.
As incapacidades e/ou dificuldades da criança são manifestadas durante o desempenho das atividades de vida diária, por isso, tem-se a necessidade de conhecer a opinião dos cuidadores sobre a aquisição das habilidades funcionais das crianças com atraso no desenvolvimento e do impacto que este gera nas rotinas diárias.
Sendo assim não esqueça: se seu bebê apresenta atraso ou dificuldades no seu desenvolvimento motor, cognitivo e psíquico, procure um médico (pediatra, neuropediatra) e logo após, procure um profissional capacitado e com formação em Estimulação Precoce: seu filho (a) agradecerá!

 

 


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