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Doenças respiratórias no inverno – Edição de Maio de 2017

Com a chegada do inverno, o frio, o tempo seco e a menor dispersão dos poluentes pioram a qualidade do ar, o que por si só já seriam fatores irritantes das mucosas respiratórias. Isso tudo associado à tendência de aglomeração em locais fechados faz com que as infecções respiratórias aumentem a sua incidência neste período do ano. Vírus e bactérias acabam se transmitindo de pessoa a pessoa com maior facilidade, causando alguns surtos e até epidemias. As pessoas já portadoras de doenças respiratórias crônicas, tais como a asma, a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) ou a rinite alérgica têm maior tendência a apresentar crises nesta época do ano em função disso.

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS QUE SE AGRAVAM NO INVERNO?

Resfriado
Inflamação e infecção aguda do nariz e garganta, causadas por vírus. O contágio pode se dar através de tosse, espirro ou contato pessoal com um doente. A baixa resistência do organismo pode predispor ao contágio.

Gripe
Também causada por vírus, a gripe é uma infecção mais grave do que o resfriado. Provoca dores musculares, tosse, corrimento nasal, dor de garganta, febre alta e inflamação das vias respiratórias. É contagiosa e dura em média de quatro a dez dias. Entre as complicações estão a bronquite e a pneumonia.

Laringite
Trata-se de uma inflamação da laringe, geralmente causada por vírus ou bactéria. Os sintomas são febre baixa ou moderada, rouquidão, tosse seca e dor de garganta. Pode fazer parte de vários tipos de viroses.

Asma
Doença pulmonar cujos sintomas são chiado e dificuldade para respirar. Geralmente ocorre um estreitamento das vias respiratórias decorrentes da exposição ao fumo, poluentes, ar muito frio ou substâncias que causam alergia, como o pólen, certos alimentos, perfumes e outros.

Bronquite
Inflamação dos brônquios, com maior incidência no inverno. Os sintomas são tosse persistente com expectoração de catarro. Ocorre nas formas aguda ou crônica, sendo que a primeira surge repentinamente e tem curta duração. Os casos de bronquite crônica persistem durante anos. Os sintomas podem ser parecidos com os da asma.

Pneumonia
Doença aguda que pode atingir um ou ambos os pulmões, que ficam inflamados. Causa febre, dificuldades para respirar, tosse com expectoração e dores no peito, palidez e comprometimento do estado geral. Geralmente é provocada por vírus ou bactérias.

Bronquiolite
Inflamação dos bronquíolos, de origem viral, apresenta-se com tosse, chiados e dificuldade respiratória. Os sintomas são parecidos com os da asma e acomete as crianças de baixa idade na maioria dos casos. O Vírus Respiratório Sincicial – VRS, com alta prevalência entre março e junho, é uma causa importante da bronquiolite.

Como evitar as doenças respiratórias
Algumas orientações simples para evitar as doenças respiratórias são:
Não fumar, não ficar perto de quem fuma e evitar permanecer em locais fechados com fumaça de cigarro.
Tomar a vacina contra gripe todos os anos, antes do inverno chegar. Esta vacina é indicada especialmente para idosos e pacientes que sofrem de doenças crônicas, como asma, bronquite e sinusite, por exemplo.
Manter a casa e o local de trabalho livre de ácaros, tendo o cuidado de limpar tudo, retirando toda a poeira do chão, dos móveis e objetos, lavar regularmente tapetes e cortinas e trocar toda a roupa de cama 1 vez por semana.
Evitar multidões e locais fechados, mal ventilados porque tendem a acumular vírus, fungos e bactérias que podem ser prejudicais à saúde.
Manter a umidade do ar porque isto facilita a respiração.

Fisioterapia Respiratória
A Fisioterapia Respiratória não se restringe apenas ao tratamento, englobando, também a prevenção de todas as doenças . Além disso, as técnicas aplicadas visam à liberação das vias respiratórias, a fim de retirar os impedimentos que o ar encontra ao passar por elas. O fisioterapeuta procura aumentar a capacidade ventilatória dos pulmões de seu paciente, utilizando-se de aparelhos específicos para a mobilização da secreção para facilitar a sua retirada.
Os exercícios respiratórios são de extrema importância para o andamento do tratamento junto à aplicação das demais técnicas da Fisioterapia Respiratória. Os exercícios propõem a melhora na condição respiratória do paciente a partir da mobilização dos músculos ventilatórios que compõem seu sistema respiratório e pode ainda ser realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), incluindo aqui pacientes que estejam entubados, necessitando da ajuda de aparelhos para respirar.
A Fisioterapia Respiratória atua ainda como forma de prevenção para o aparecimento de complicações respiratórias dos pacientes, considerando principalmente aqueles que estejam internados e imobilizados. Esses certamente precisam realizar tanto a fisioterapia motora quanto a respiratória durante sua permanência no leito hospitalar, a fim de garantir a melhoria na condição geral do paciente por meio de técnicas que contemplem ambos os sistemas, respiratório e cardiovascular.


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