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Contando Estórias… – Edição de Janeiro de 2014

Esperamos que o tempo do “Era uma vez” continue tendo um lugar importante na vida de nossas crianças e que o computador, o iphone, os jogos, possam ainda dar espaço para que as crianças ouçam estórias, e melhor ainda, contada pelos seus pais.
O poder das estórias transcende no tempo. Os contos populares fazem muito mais que só nos entreter, seus efeitos emocionais e cognitivos influenciam nossas crenças e nossas decisões no mundo real. É também através de histórias que podemos entender outras culturas. Contar histórias foi para a humanidade um valioso método de passar conhecimento para as outras gerações.

A vida é frequentemente desconcertante para as crianças e elas precisam ainda ter possibilidades de entender o mundo complexo que deve aprender a lidar. Para ser bem sucedido nesse aspecto a criança deverá receber ajuda para que possa dar algum sentido coerente ao seu turbilhão de sentidos. Necessita de ideias sobre a forma de colocar em ordem sua vida.

A história dos “Três Porquinhos” são muito apreciadas pelas crianças principalmente se são apresentadas com sentimento pelo contador de história. As crianças ficam fascinadas quando o bufar do lobo na porta do porquinho é representada por elas. Os “Três Porquinhos” ensinará a criança pequenina da forma mais deliciosa e dramática que não devemos ser preguiçosos e levar as coisas na flauta, porque se fizermos poderemos perecer. Um planejamento e precisão inteligentes combinados a um trabalho árduo nos fará vitoriosos até mesmo sobre nosso inimigo mais voraz – o lobo! A história também mostra as vantagens de crescer, dado que o terceiro e mais sábio dos porquinhos é normalmente retratado como o melhor e mais velho.

Uma fábula parece ser no seu estado genuíno, uma narrativa na qual seres irracionais e algumas vezes inanimados com a finalidade de dar instrução moral, simula agir e falar com interesses e paixões humanas. A fábula sempre afirma explicitamente uma verdade e moral, não há significado oculto, nada deixado a nossa imaginação.

A criança que através da estória foi convidada a identificar-se com um dos seus protagonistas, não só recebe a esperança mas também é lhe dito que através do desenvolvimento de sua inteligência ela pode sair-se vitoriosa mesmo sobre seu oponente mais forte. Contar estórias a nossas crianças é um processo sozinho que prevê um amadurecimento, enquanto dizer para a criança o que fazer apenas substitui a servidão de sua própria imaturidade pelo cativeiro da servidão aos ditames dos adultos.

Fonte: Fragmentos do texto do livro de Bruno Behelheim
“A Psicanálise dos Contos de Fadas”

helenapimentel


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