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Coluna Marcos Nepomuceno – 31/01/2014

2014/2016: O QUE PENSA DOMINGOS
FRANCESCATO
A coluna Panorama ouviu o vereador Domingos Francescato, PDT, que abordou vários assuntos ligados ao partido, as eleições deste ano e seu futuro político. O edil também é coordenador regional do partido e, nesta sexta-feira, participa da ascensão de Gilmar Sossella na presidência da Assembleia Legislativa.

Na condição de integrante do PDT lagoense, como vislumbra o futuro do partido em Lagoa Vermelha?
Francescato – O PDT tem uma estrutura consolidada, com mais de 800 filiados, é o maior partido de Lagoa Vermelha e possui um conjunto de lideranças que asseguram um amplo e qualificado debate interno, isso oxigena e renova o partido, garantindo que, nos próximos anos, o PDT mantenha-se como uma força política expressiva e decisiva nos rumos de nosso município.

Como viu o desempenho do partido no último pleito?
Francescato – Excelente, reelegemos o prefeito, enfrentando uma candidatura fortíssima e, no Legislativo, a nossa legenda foi a mais votada, com mais de 4.000 votos, elegendo dois vereadores jovens, qualificados e de grande futuro político, o Ranyeri Bozza e o Maurício Casarin, o que nos dá uma perspectiva de renovação de lideranças além daquelas já consolidadas.

E a representatividade do PDT no Legislativo. Como avalia?
Francescato – Acredito que a bancada conseguiu dar um retorno positivo para a comunidade e em nível interno participamos intensamente das atividades legislativas, seja em plenário ou nas comissões. O vereador Maurício teve importante contribuição através da mobilização por um Programa de Humanização do Trânsito e, de minha parte, procurei contribuir em temas como a revisão do Plano Diretor, mobilidade urbana e equacionamento dos problemas fundiários decorrentes das travessias urbanas das BRs 470 e 285.

Tens pretensão de voltar a disputar cargo eletivo pelo PDT?
Francescato – Quem opta pela vida pública e pela militância política sempre tem essa possibilidade em seu horizonte, mas eu sempre pauto a minha decisão pela necessidade ou não de minha presença. No pleito passado senti que deveria concorrer para fortalecer a legenda partidária e era um momento em que todos deveriam estar à disposição pela grandeza do desafio que nos era apresentado. Então, concorrer ou não será sempre decorrência da conjuntura política do momento, pois não tenho ambição pessoal de mandato eletivo, eles são apenas mais um instrumento para servir comunidade, o que fiz durante muitos anos pelas contribuições que procurei dar às administrações do PDT, sem a necessidade de ser vereador ou prefeito, pois acreditamos, antes de tudo, no trabalho em equipe.

Mudou muito, na sua avaliação, a maneira de fazer política em Lagoa Vermelha?
Francescato – Acredito que a maior mudança foi do eleitor, que passou a ser mais crítico e exigente, não vota mais apenas pela amizade ou simpatia, exige posições, serviço prestado. Os políticos que não entenderem isso tem um futuro muito limitado ou podem ter uma surpresa muito desagradável no pleito eleitoral.

Como vê o desempenho da administração municipal em Lagoa Vermelha?
Francescato – Se considerarmos o presente mandato, conceituo como adequado, pois o primeiro ano sempre é de ajuste das contas e planejamento das obras e ações que vão se intensificando e acontecendo gradativamente no restante do mandato.

Em nível de Estado, com analisa a possibilidade do PDT ter candidatura própria ao governo do Estado?
Francescato – Vejo como necessária e positiva a candidatura própria, pois o PDT tem história e estrutura partidária para concorrer e governar o estado, que carece de um governo forte e comprometido com o resgate da educação, da saúde, da eficiência e austeridade na gestão financeira e de pessoal, pois só assim poderá recuperar sua capacidade de investimento. Acredito que os partidos políticos somente crescem e se afirmam quando deixam de ser caudatários, quando colocam sua missão de servir a coletividade acima do interesse de alguns de seus membros pela pura e simples partilha do poder em benefício próprio. Assim, tenho que a candidatura própria é indispensável e o momento histórico favorece o PDT, que se colocará como alternativa entre a candidata das forças conservadoras e atrasadas e o atual governante e seu partido, que não consegue se libertar das corporações sociais que dominam seu partido, moldam as políticas de governo e impedem um governo democrático e popular em sua plenitude.

No seu entendimento, quem o PDT lagoense deve apoiar para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Estado em 2014?
Francescato – O PDT lagoense é grande demais para fechar questão, entendo que deve liberar suas lideranças para que apoiem o candidato de sua preferência dentro partido. Assim evitaremos dissidências e asseguraremos um maior número de votos para a legenda.

O PDT, partido tradicional, possui inúmeras lideranças para buscar a prefeitura em 2016. Seu nome estaria à disposição?
Francescato – Como eu disse antes, quem está na vida pública sempre tem em seu horizonte esta possibilidade, assim, não descarto, desde que isso seja a vontade da grande maioria dos pedetistas, pois, como disse, jamais fui ou serei candidato por ambição pessoal, pela simples vaidade ou status do cargo, não tenho vocação para “reizinho” e nunca serei candidato apenas de mim mesmo. Acredito em trabalho de equipe e que eu, como muitos companheiros do PDT, tem a capacidade de liderar esse projeto em dado momento.

Acredita que o PDT lagoense está preocupado em renovar seus quadros para futuros pleitos?
Francescato – Está preocupado e trabalhando para isso, já temos um trabalho com muitas lideranças novas que irão somar-se ao nosso projeto e tenho a certeza que no próximo pleito vamos eleger pelo menos quatro vereadores e estaremos em condição, se necessário, de concorrer ao Executivo com chapa pura e competitiva.

O que não faria se fosse candidato novamente?
Francescato – A campanha é sempre um aprendizado, então, sempre cometemos alguns erros, mas no geral, não faria nada de muito diferente, apenas ser um pouco mais seletivo quanto a confiar em algumas pessoas.

O que continuaria fazendo caso fosse candidato novamente?
Francescato – O que sempre faço, permanente diálogo com as pessoas e com a sociedade, suas entidades, pois é isso que norteia o planejamento de nossas ações e a tomada de posições. Temos que estar sempre sintonizados com o pensamento médio da comunidade, embora, muitas vezes, pelo conhecimento profundo de certos temas, tenhamos que tomar posições que desagradam a muitos.

Um líder político, no seu entendimento, em Lagoa Vermelha?
Francescato – Líder político, na minha concepção, é aquele que tem seguidores por suas ideias, neste conceito, desprovido de coronelismo e baseado na ação por suas convicções, mesmo que muitas vezes não concordemos com elas e que não se saliente a questão da liderança política no sentido tradicional, por ser uma pessoa muito reservada e focada no trabalho, considero que, neste momento, o prefeito Getulio desponta neste aspecto.

E o PDT jovem, tem como voltar a acontecer em Lagoa Vermelha?
Francescato – Já está acontecendo, basta ver nossos dois vereadores titulares, que são da juventude do PDT e pelas dezenas de lideranças jovens que estiveram conosco ativamente na campanha e muitos se filiaram ao PDT depois, temos uma base muito forte neste segmento.

Principal fato político que marcou sua vida…
Francescato – No contexto geral, pela minha ideologia política, que é assumidamente socialista e de esquerda e, pela significância da chegada de um trabalhador ao poder, foi a eleição de Lula em 2002. No aspecto pessoal foi marcante a última eleição municipal, a participação, desta vez, como candidato a vereador, foi rico em interação com a população e fiquei muito feliz com o reconhecimento obtido, que julgo, foi fruto de anos de trabalho prestado na vida pública, mesmo sempre tendo atuado em setores mais voltados à administração interna e articulação política.

E o PDT regional, tende a crescer?
Francescato – O PDT é um partido enraizado em nossa região, com prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em vários municípios. Acredito que a candidatura própria, representada pelo deputado Vieira da Cunha, irá ser um catalisador para um crescimento partidário. Ainda, nesta semana, tivemos notícias do partido criando comissões provisórias em cidades da nossa região, onde ainda não estava organizado.

Considerações finais…
Francescato – A política, infelizmente, tem sido uma atividade vista com desconfiança pelas pessoas, mas deixo a todos o convite para a participação cidadã no processo político, que não é só a eleição, mas o acompanhamento consciente e informado de que estão fazendo aqueles a quem elegemos, pois só assim os bons serão identificados e os maus afastados. Não basta só a crítica desprovida de ação, é preciso, a cada pleito, transformar o voto em instrumento efetivo de mudança, ou de preservação do que está bom, e procurar, no dia a dia, de alguma forma contribuir com a melhoria da sociedade em que vivemos.

marcos


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