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As alterações na pele durante a gravidez – Edição de Setembro de 2017

Na gravidez, a autoestima é muito importante para o bem estar da mulher. Além dos cuidados relacionados ao desenvolvimento do bebê, devemos dar atenção às diversas alterações que ocorrem no corpo nessa fase, podendo incomodar e inclusive persistir após o parto.
Os receptores de hormônios estão por toda parte no corpo, e ficam mais sensíveis durante a gravidez. Assim, as alterações hormonais têm efeito direto na pele, glândulas sebáceas, pelos e circulação.
Por exemplo, o aumento da ação de estrogênio e androgênios na gravidez, pode causar aumento de acne e pelos. Estudos mostraram piora de acne em até 12% das gestantes, sobretudo no rosto. Os pelos aumentam geralmente no buço, queixo, lateral do rosto, além de lanugem aumentada no corpo e pelos mais espessos em virilhas, mamas e abdome. Em até 6 meses após o parto, a pilificação mais fina tende a diminuir, mas os pêlos mais espessos podem permanecer.
Outra alteração comum é o escurecimento da pele. Diversos estudos sugeriram um aumento da sensibilidade das células produtoras de melanina à ação hormonal na gravidez. Assim, uma hiperpigmentação leve generalizada pode ocorrer em até 90% das mulheres, aumentando a cada mês, e, felizmente, melhorando após o parto. Porém, regiões naturalmente mais escuras (mamilos, órgãos genitais), podem não retornar à sua cor anterior.
Na gestação, 60 a 90% das mulheres desenvolvem estrias. Começam como linhas avermelhadas, podem coçar, e com o tempo ficam brancas e finas. Ocorrem pela influência dos hormônios associados ao estiramento da pele, e geralmente persistem após o parto.
Diante de tantas alterações, a informação, os cuidados diários e o acompanhamento conjunto com dermatologista são muito importantes.

 

Procedimentos na Gravidez
Todas as sociedades médicas recomendam que procedimentos dermatológicos com fins estéticos devam ser realizados após a gravidez. Para tratamentos como laser, toxina botulínica (botox), e preenchimentos com ácido hialurônico, não se confirmou danos ao feto, porém as pesquisas são pequenas e controversas. Assim, é seguro evitar tais procedimentos quando possível.
Quanto aos cosméticos, algumas alternativas podem ser utilizadas, mas é importante avisar seu médico sobre os produtos de uso frequente, pois várias substâncias devem ser suspensas na gestação.
1 – Clareamento de pele: A hidroquinona, medicação tópica frequentemente usada para clarear a pele, não deve ser usada por gestantes. Um estudo com poucas pacientes foi realizado e não mostrou efeitos nos bebês. Porém, não foram feitas pesquisas abrangentes o suficiente para confirmar a segurança. Já os componentes presentes nos protetores solares são seguros, conforme todas as pesquisas. Assim, nesse caso, o melhor tratamento é a prevenção.
2 – Acne: O uso da Isotretinoína (Roacutan®) é totalmente proibido na gravidez. Pesquisas mostraram aumento de risco de aborto no primeiro trimestre e defeitos congênitos no bebê. Da mesma forma, os retinóides (adapaleno, tretinoína tópica, ácido retinóico) mostraram resultados controversos, devendo ser evitados. O ácido salicílico tópico mostrou mínima absorção com aplicação em áreas pequenas da pele, podendo ser usado. Já cosméticos a base de ácido glicólico, láctico, vitamina C e ácido azelaico têm absorção mínima na pele e não mostraram efeitos no feto, podendo ser usados.


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