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Altos e baixos do humor (em crianças e adolescentes) – Edição de setembro 2017

O Transtorno Bipolar, muito que se fala hoje em dia, é pouco estudado nesta faixa etária. Até a década de 1980 não se acreditava que ocorresse em pessoas tão jovens. A causa do problema não é totalmente conhecida, mas sabe-se que estão relacionadas a alterações em vários genes com alto grau de hereditariedade.
Em crianças, os sintomas da Bipolaridade não são tão claros como em adultos. Na infância, períodos de depressão podem ocorrer no mesmo dia e o ciclo pode se prolongar de forma crônica por anos.
Podemos identificar o distúrbio bipolar observando comportamentos como:
Autoestima inflada
A criança ou adolescente pode se considerar melhor em relação aos outros ou pensar que sabe mais que os professores.
Diminuição da necessidade de sono
Dormir poucas horas e acordar sempre cansado.
Crises de irritabilidade
Ao ter um pedido negado, xingam os pais.
Fuga de ideias ou aceleração do pensamento
Ao falar, a criança tem a impressão de que o assunto não tem conexão entre si, ou então, o fluxo do pensamento é mais rápido do que a capacidade de expressá-los pela fala.
Agitação
Dificuldade de ficar quieto e excessivo envolvimento em atividades prazerosas. A criança ou adolescente perde a capacidade crítica imaginando que nada de mal pode lhe acontecer.
O Transtorno Bipolar começa mais frequentemente com sintomas de depressão: falta de prazer nas atividades que antes gostava, distanciamento dos amigos e diminuição do rendimento escolar, episódios de choro ou desmotivação extrema.
Esse distúrbio também leva a criança ou adolescente a ter dificuldades no aprendizado, uma vez que a doença pode tornar mais lenta a assimilação de conteúdos em função da tendência à distração excessiva.
Fonte: Artigos de Luiz Augusto Rodhe (Psiquiatra Infantil)


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