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Alguns anos a mais – Edição de outubro de 2013

Alguns anos vividos a mais, alguns anos de experiência a mais, às vezes uma vaga sensação de deveres cumpridos, filhos criados, formados, a lembrança do que passou, para muitos chega um dia a crise da meia idade, mas não para todos. É uma época em que percebemos com mais clareza a mortalidade, avaliamos quanto tempo resta, isso acontece entre os 40 e 60 anos e pode às vezes ser desencadeado pela morte de pessoas próximas. Os resultados das reflexões desta época podem trazer as pessoas mudanças significativas tanto na vida profissional quanto pessoal.
Uma preocupação, característica comum nesta fase, é a preocupação com a aparência. Elliot usou a expressão meia idade para descrever o esforço compulsivo para permanecer jovem e desafiar a realidade de morte, descrevendo assim a vida inquietante que as pessoas de meia idade podem experimentar.
Em países nos quais a morte é tida como algo natural ou a passagem para outra vida, dificilmente as pessoas sofrem a crise da meia idade, pois em sua sociedade as pessoas mais velhas são respeitadas, valorizadas por sua sabedoria, fato que, não acontece com os ocidentais. Nestes países “ser eternamente jovem” é o principal desejo de muitas pessoas, neste contexto a velhice é algo decadente e negativo. As pessoas velhas são consideradas um fardo e não são respeitadas.
Erik Erikson observou que no meio da idade adulta a maior parte das pessoas luta para encontrar uma direção, um sentido próprio a suas vidas, esforçando-se para descobrir se há necessidade de corrigir o seu curso, e o pensamento de morte mais próximo pode provocar uma estagnação pessoal, ou seja, a pessoa deixa de investir no seu crescimento.
“Muitas vezes a maturidade torna as pessoas mais autoconfiantes e como escreveu Marta Medeiros: crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta..”

helenapimentel


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